Quem acompanha os cadernos de tecnologia teve seu feed de notícias nesta quarta-feira (28/5) repleto de chamadas sobre o Spotify, que acaba de ser lançado no Brasil, após muito burburinho e especulações sobre a real data de sua chegada ao país. Até então, apenas convidados podiam acessar o serviço de streaming sueco, concorrente do Rdio e do Deezer.
A partir de agora, qualquer brasileiro interessado em música pode ter sua conta. O país é o 58º a contar com o serviço, que tem 30 milhões de músicas e mais de um bilhão de playlists criadas pelos usuários. Segundo Gustavo Diament, representante nacional da empresa, são adicionados 20 mil sons todos os dias.
O Spotify foi fundado em 2006, por Swedes Daniel Ek e Martin Lorentzion, mas chegou ao mercado apenas em 2008. É apontado como o maior serviço de streaming de música do mundo, com cerca de 40 milhões de usuários.
A ideia é ambiciosa: em coletiva de imprensa, Diament garantiu que o principal rival do Spotify não são os outros serviços de streaming, mas sim o mercado pirata. A meta é reduzir o mercado ilegal, como ocorreu na Suécia, onde seu lançamento fez cair a pirataria em 30%.
Em seis anos de atividade, a empresa afirma ter pago mais de US$ 1 bilhão a detentores de direitos autorais. No mundo todo já foram fechados mais de 300 mil acordos, que não são feitos diretamente com os artistas, mas sim com gravadoras e distribuidoras – a página Spotify Artist, que explica os trâmites, será lançada em português. “Nosso desafio era criar algo tão bom quanto o Napster, mas com um modelo de negócios benéfico para a indústria”, afirmou Diament.
Funcionamento – O serviço chega com dois planos: um gratuito, em que o usuário pode escutar na íntegra as canções, com algumas limitações e propagandas entre as faixas; e o pago (US$ 5,99, por mês), que permite o uso ilimitado do serviço, tanto pelo site, como pelo aplicativo.
Por enquanto, o segundo depende de um cartão de crédito internacional para ser assinado, mas a previsão é que em duas semanas o valor passe a ser cobrado em reais – mensalidade de R$ 14,90 – e o serviço possa ser contratado também por cartões de crédito nacionais.
O mobile é mercado prioritário para a empresa, que tem um sistema de compressão de dados e buffer para melhorar a experiência do usuário. E ainda é possível ouvir offline as músicas do catálogo da versão premium. Basta habilitar a opção e sincronizar até 3.333 canções por dispositivo (desktop, iPad, iPhone e Android).
Diament acredita que o streaming ganhará força no Brasil à medida que a infraestrutura da internet melhore e os smartphones fiquem mais baratos. “Ainda existe muito a fazer para divulgar o streaming de música no Brasil. Não dá pra assumir que todo mundo já conhece”, disse.
O Spotify chega ao país com cinco grandes anunciantes – Nivea, Heineken, FIAT, Unilever e LG – e investe na propaganda agressiva: “Você pagaria menos que um cinema por mês para ouvir a música que quiser quando quiser?”, Diament lançou.
*Com informações do Olhar Digital, O Globo, blog do Link/Estadão e Folha Online