Três integrantes afastados da OSB em abril retornam à orquestra

Cinquenta e dois dias após o fim das negociações entre a Orquestra Sinfônica Brasileira e um grupo de 36 músicos que contestava medidas adotadas pelo maestro Roberto Minczuk, a orquestra prepara a estreia da temporada com 21 novos músicos.

Três dos demitidos – os irmãos Paulo e Ricardo Santoro, violoncelistas, e o trompista Eliézer Conrado – retornaram à orquestra e farão a avaliação de desempenho. Mas a maior parte do grupo afastado só admite retornar à orquestra se o maestro sair. “Com Minczuk é impossível”, diz Luzer Machtyngier, líder dos demitidos.

A maioria deles continua se ocupando da música – como professores, integrantes da Orquestra Petrobras Sinfônica ou em eventuais apresentações de câmara.

No final de abril, 33 músicos foram demitidos por não comparecerem à avaliação imposta pelo maestro. Outros três, dirigentes sindicais, tiveram seus contratos suspensos. Segundo Paulo Santoro, ele e o irmão voltaram em consideração ao pai, contrabaixista. “Ele sempre se dedicou à música e estava muito preocupado com nossa situação”, disse.

Antes das demissões já havia 13 vagas disponíveis na orquestra e estavam previstas audições no Rio, em Londres e Nova York. Em julho os novos músicos vão se integrar aos 41 remanescentes, e a orquestra estreia a temporada 2011 em 10 de agosto, durante o Festival Beethoven, no Theatro Municipal do Rio.

“A situação só não é pior porque eles têm outras atividades, como músicos ou professores universitários”, diz Machtyngier. “O [trompetista] Antonio Augusto chegou a ter um infarto diante de tanto estresse.” Segundo o colega, Augusto está bem.

A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e o deputado estadual fluminense Robson Leite (PT) denunciaram supostas irregularidades da OSB aos Ministérios Públicos do Trabalho, Federal e Estadual do Rio, mas até agora nenhuma investigação foi concluída.

*Com informações da Folha de S. Paulo

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