Emissora articula mudanças, principal reivindicação do governo para liberação de verbas; apesar de otimismo, operação não está confirmada 18/06/2003
Nova gestão
Matéria publicada hoje no Estado de S. Paulo noticiou o início dos estudos para um novo modelo de gestão a ser implantado na TV Cultura, principal reivindicação do governo do Estado para negociar a liberalização de recursos para a emissora. A ação foi definida na reunião do Conselho Curador da TV Cultura, nesta segunda-feira. De acordo com o jornal, a atual diretoria-executiva e os funcionários deverão apresentar propostas na próxima reunião para a Fundação Padre Anchieta, mantenedora da TV Cultura.
Recursos
O Estado informou ainda que fontes do Palácio dos Bandeirantes não confirmam a intenção de liberar recursos contingenciados da TV Cultura nos próximos dias. Em entrevista recente à revista Carta Capital, a secretária de Estado da Cultura, Cláudia Costin, revelou que o Estado já tem um novo projeto que muda o sistema de gestão da Fundação Padre Anchieta e que estava encaminhando o documento para a Assembléia Legislativa, para aprovação.
Sempre segundo o jornal, os funcionários da TV Cultura encaminharam um abaixo-assinado com cerca de 600 assinaturas para a Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, da Câmara dos Deputados, em Brasília, no qual exigem a mudança da atual direção da fundação “por outra comprometida com o caráter público” da emissora e com uma gestão “pública e transparente”, além da instalação de uma CPI (já requerida pelos deputados Arselino Tatto e Orlando Morando) na Assembléia Legislativa. Também pedem “a imediata liberação dos recursos do Estado necessários à manutenção da TV Cultura”.
Hoje, das 14 horas às 16 horas, está marcada uma manifestação de sindicalistas na frente da TV Cultura. O motivo básico é a campanha salarial das categorias, mas a pauta de reivindicações também inclui a “defesa da TV Cultura”, a liberação de verbas do Estado e a transparência de gestão.
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