Venda de livros tem queda pela 1ª vez em 2015

Pela primeira vez neste ano, as vendas de livros no varejo em todo o país apresentaram resultado negativo, contrariando a tendência que vinha sendo observada desde janeiro.

Foto: Kathleen ConklinEntre os dias 13 de julho e 9 de agosto, o setor livreiro registrou variação negativa tanto em volume (-5,5%) quanto em faturamento (-3,1%), em comparação com o mesmo período do ano passado. As vendas no período atingiram o montante de R$ 100,4 milhões.

Os dados constam do 6º Painel das Vendas de Livros do Brasil, divulgado na última quinta-feira (27/8) pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) e pelo Instituto de Pesquisas Nielsen. Os números têm como base o resultado do BookScan Brasil, sistema de monitoramento que apura as vendas de livros nas principais livrarias e também em supermercados.

Apesar do resultado negativo, as vendas de livros registram crescimento de 6,61% em volume e de 6,05% em faturamento no acumulado do ano, em comparação com o mesmo período de 2014. O crescimento, no entanto, ficou abaixo da inflação do período, que é de 9,5%.

De acordo com o sindicato, para o segundo cálculo são analisados fatores como número de exemplares vendidos, preço e desconto médio oferecidos pelos livreiros.

O presidente do Snel, Marcos da Veiga Pereira, acredita na reversão da queda nas vendas. “Com a Bienal do Livro do Rio, os editores publicarão suas maiores apostas para 2015, o que deve atrair mais público para as livrarias. Por outro lado, estamos atravessando uma das maiores crises econômicas dos últimos anos, e nosso mercado não é imune”, afirma. Ele espera que o ano seja fechado com uma alta de 5% a 6% em relação a 2014.

Entre os gêneros mais vendidos no ano o destaque fica para o que o relatório chama de “não ficção trade”, responsável por 29,17% do faturamento. Segundo a pesquisa, o resultado pode ser explicado pelo “sucesso dos livros de colorir em 2015”. O gênero é seguido por “não ficção especialista” (25,41%), “infantil, juvenil e educacional” (23,28%) e “ficção” (22,15%).

Clique aqui para acessar o relatório completo. 

*Com informações da Agência Brasil e do G1

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