De 3 a 13 de setembro, acontece a XVII Bienal do Livro do Rio, promovida e organizada pela Fagga | GL events Exhibitions e realizada pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel).
Serão 200 autores participantes, sendo 27 estrangeiros e 14 do país homenagedo, a Argentina. Entre os brasileiros estão Alberto Mussa, Antonio Prata, Ferreira Gullar, Gregório Duvivier, Gustavo Cerbasi, Ignácio Loyola Brandão, Laurentino Gomes, Marcelo Rubens Paiva, Mary del Priore, Paula Pimenta, Pedro Gabriel, Ruy Castro e Thalita Rebouças.
Desde 2009, o investimento na programação cultural do evento triplicou, e a edição desse ano aumentou 12% em relação à última. Além disso, com o uso da praça central do Riocentro, de jardins que antes não eram acessíveis e a expansão da área de alimentação externa, a metragem total do evento vai passar de 55 mil m² para 80 mil m².
Tatiana Zaccaro, diretora da Bienal, diz que, em comparação com 2013, agora são 33 novos expositores participando do evento. “Como os espaços muitas vezes são divididos entres as editoras, é provável que esse número seja ainda maior”, afirma. A diversidade, diz ela, é uma preocupação constante dos organizadores e o modelo adotado vem dando certo.
“É bom perceber que a maioria dos visitantes sai da Bienal com pelo menos um livro nas mãos. Em 2013, foram 3,5 milhões de exemplares vendidos em 11 dias, contra 2,8 milhões em 2011. A média de exemplares entre as pessoas que compraram livros foi de 6,4, um crescimento relevante em relação aos números da edição anterior, que foi de 5,5. A expectativa é que este ano essa proporção aumente ainda mais.”
A última edição da Bienal implementou o Agents & Business Center, para promover negócios entre agentes e editores. Segundo Marcos Pereira, presidente do Snel, esse é um espaço facilitador para contatos que podem vir a resultar em negócios, fundamentais para o desenvolvimento do setor.
Sobre a homenagem à Argentina, Pereira explica que é um país que possui um mercado editorial pujante no contexto latino-americano, com uma indústria inovadora e de grande crescimento, que a posicionou como o 4º mercado no contexto ibero-americano, conseguindo a melhor relação por título editado por habitante na América Latina. “Em termos literários, a partir de meados dos anos 1940, a consistente literatura argentina se caracteriza pela diversidade de movimentos e iniciativas, o que permite que se abra o leque de opções para todos que dela se aproximam”, afirma.
Confira a programação completa no site www.bienaldolivro.com.br.