Zé Celso escreve sobre ocupação da Funarte em SP

O líder do Teatro Oficina, José Celso Martinez, publicou na última sexta-feira (29/7), em seu blog, um texto a respeito da ocupação da Funarte em São Paulo.

Para ele, o Manifesto do Movimento traz uma “linguagem burocrática, ‘cover’, papagaiando a revolução árabe no CHEGA, no PERDER A PACIÊNCIA”.

“Um documento que sequestra a Cultura num texto muito mal escrito, e a faz prisioneira da linguagem política de analfabetice acadêmica, cheia de ressentimento, ‘indignação’, ‘intimações’, ‘exigências’, etc.”.

Ele conta que o elenco do Teatro Oficina foi à ocupação, “pois somos Posseiros há 50 anos do Teatro Oficina, temos uma algo em comum”, mas não concordaram em assinar o Manifesto nos termos que os ocupantes da Funarte formularam.

Zé Celso denuncia ainda o fato de os manifestantes terem fechado as portas do espaço. “O prédio ocupado por artistas estava fechado com ferrolhos medievais. Pirei?!”

E continou: “Numa ocupação dos SEM TETO ou do MST é normal que tomem-se medidas severas de segurança afinal são pessoas que vão morar nos lugares que tomam, sejam prédios ou acampamentos. Mas numa ‘Ocupação de Cultura’, no  processo que vivemos de democratização concreta da democracia formal, as portas desta ocupação têm de estar abertas às Multidões. Mesmo aos que nem fazem Arte ou produzem profissionalmente o ‘Cultivo Cultural’”.

“Mas eu me atrevi a fazer comentários sobre o Manifesto dos Ocupantes, que havia lido, como uma forma crítica e democrática de conseguirmos nos juntar num texto mais eficaz tanto para o público como para o Poder conceder o que pretendemos: a reposição do dinheiro devido à área Cultural, decisivo neste momento em que o Brasil cresce e precisa do espírito Criador, inventivo, para atravessar os desafios das mudanças maravilhosas do Fim do Império Americano”, disse.

Clique aqui para ler o texto completo.

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