Leonardo Brant

O MinC que temos e o MinC que queremos

A coordenadora de cultura da UNESCO no Brasil, Jurema Machado, deixa sua opinião sobre a gestão Gilberto Gil, seus programas, a sociedade civil e o processo eleitoral. E comenta sobre o papel da entidade em colaboração com o governo brasileiro

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“O Ministério da Cultura não existe”

Jorge Coli, professor da Unicamp e ex-secretário de cultura de Campinas, solta o verbo no Perfil desta semana: “O ministério da cultura não tem a menor importância, qualquer coisa que o ministro possa fazer não tem a menor importância. Passamos oito anos com o governo do Fernando Henrique Cardoso. Ministério da cultura mais inexistente do que havia então, impossível. Foi pateticamente inexistente, foi zero. Alguém se incomodou?

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Política Cultural do Kaos

Jorge Mautner lança biografia e coordena o Pontão de Cultura do Kaos, um projeto do Instituto Pensarte junto aos Pontos de Cultura. Provocado por Leonardo Brant, ele faz uma avaliação histórica de nossas políticas culturais, aponta caminhos e reconhece a importância da gestão do amigo Gilberto Gil para a cultura brasileira

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Cultura, Educação, Democracia

Uma entrevista com Olgária Matos, professora e referência mundial em filosofia: “O maior financiamento em um país pobre em desenvolvimento e culturalmente debilitado tem que ser em educação, cultura e saúde. As outras áreas vão para o segundo plano”

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“Não é papel do Estado dizer o que a cultura deve ser”

A nova noção de política cultural que se constrói na secretaria de políticas culturais do MinC, agora sob o comando de Alfredo Manevy, tem três dimensões: “cultura como economia, como fator simbólico, e como direito e cidadania. É muito interessante pensar essas três dimensões não como campos estanques, mas como partes de uma mesma organicidade interdependente”

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Um doutor em políticas culturais

A busca do Wellington não é por reconhecimento próprio. Isso ele tem de sobra. Ele quer reconhecer um lugar e um espaço para arte, além das instituições ditas culturais. Ele quer reconhecer também no outro o artista, o interventor, o protagonista. Da própria vida e de toda a sociedade

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Política do cala-boca

O Secretário de Cultura do município de São Paulo, Carlos Augusto Calil, dispara: “Os artistas rapidamente se mobilizam para conquistar ou defender seus interesses, e como o dinheiro da cultura é irrelevante, sempre existe alguém dizendo ‘vai, dá para um cala-boca para esses caras’”

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“Existe um coronelismo no cinema claramente explicitado”

“O Ministério das Comunicações é praticamente um escritório de representação de interesses da radiodifusão privada”. Com essa frase Gabriel Priolli defende a parceria, ou até a fusão, entre os Ministérios da Cultura e das Comunicações. Comenta o fracasso da Ancinav e lança uma lúcida análise política sobre o que considera ser “o maior problema do Brasil”: a democratização dos meios de produção e difusão cultural. E responsabiliza o próprio setor

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Cultura enfrenta o sistema ONU

Sem tempo de comemorar a vitória na Unesco, Diversidade Cultural volta-se para a OMC, onde tem poucas chances de vencer. Reunião em dezembro sela embate da Cultura com o sistema ONU

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Cultura: contrapartida ou ponto de partida?

Leonardo Brant faz uma breve retrospectiva da “parceria” público-privada em torno da cultura e anuncia a necessidade de “uma nova política governamental pela responsabilidade cultural corporativa, com um fundamento: preservação de direitos e liberdades culturais e econômicas associada ao desenvolvimento de frentes de acesso a participação da cultura”

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