A terceira guerra
Acompanhamento crítico do jornalismo cultural da semana que passou, e da que começa.
Acompanhamento crítico do jornalismo cultural da semana que passou, e da que começa.
Avançaremos rumo a um futuro possível e desejado na medida em que mais lideranças, empresarias e governamentais, se conscientizarem que o cultural e intangível não é a cerejinha, mas é o bolo em si.
Gilberto Gil, Raymundo Magliano Filho, Manoel Rangel, Paulo Mendonça, Luiz Carlos Barreto e Paulo Rabello de Castro Durante discutiram “Convergência Tecnológica e as Indústrias Criativas: o grande negócio do século XXI” na BOVESPA.
Leia os comentários que pretendem inter-relacionar a pauta e a estratégia política dos meios de comunicação e provocar o debate com o melhor e o pior que o jornalismo permite.
Construir o “novo” passa, de modo inelutável, por um reconhecimento e aprofundamento do veio original, vulgarmente, denominado de velho. Não há, pois, uma inovação sem um respaldo e uma considerável reverência ao que já estava posto.
Não se pretende neste espaço, em momento algum, criar nenhum tipo de pseudo-observador de imprensa à moda de Alberto Dines, nem a pretensão de este autor ter se auto-intitulado o ombudsman do jornalismo cultural.
Ao financeiro, social e ambiental soma-se o cultural como central para a sustentabilidade de empresas que hoje já emitem seu balanço fiscal anual usando o já consagrado conceito de triple bottom line.
Sem dúvida, à arte cabe a nobre tarefa no processo de reumanização de nossa sociedade, tão deteriorada eticamente neste primeira década do terceiro milênio.
Erlon José Paschoal aponta a cruzada contra a corrupção posta em prática enfim por este governo, como uma possibilidade, ao menos, de identificar os bandos, as quadrilhas e os esquemas, mesmo que ninguém seja preso, como tem acontecido.
Ana Carla Fonseca Reis avalia como, atuando na alma, no ego ou no bolso, três impulsos se complementam e convergem para uma mesma decisão: investir em obras de arte.
Erlon José Paschoal ressalta a importância do Seminário Internacional sobre Diversidade Cultura: práticas e perspectivas, que o Ministério da Cultura organizou no âmbito da OEA, após a realização, no último dia 18, na Unesco, em Paris, da Primeira Conferência das Partes da Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais.
Nossa ambientação jurídica destoa da realidade, corroborando a tese absurda de que não dependemos culturalmente de outras nações e de que há culturas a serem protegidas por serem “exóticas” e não por fazerem parte de uma necessidade primaz de soberania cultural.