Além do Cidadão Kane é um documentário produzido pela BBC de Londres – proibido no Brasil desde a estréia, em 1993, por decisão judicial – que trata das relações sombrias entre a Rede Globo de Televisão, na pessoa de Roberto Marinho, com o cenário político brasileiro. Imperdível!

Entre os elementos expostos no documentário estão os cortes e manipulações efetuados na edição do último debate entre Luiz Inácio da Silva e Fernando Collor de Mello, que influenciaram a eleição de 1989, o apoio à ditadura militar e a censura a artistas como Chico Buarque, que por anos foi proibido de ter seu nome divulgado na emissora.

Com depoimentos de Leonel Brizola, Chico Buarque, Washington Olivetto, entre outros jornalistas, historiadores e estudiosos da sociedade brasileira, o documentário torna-se indispensável para quem lida com políticas culturais no Brasil.


Pesquisador cultural e empreendedor criativo. Criador do Cultura e Mercado e fundador do Cemec, é presidente do Instituto Pensarte. Autor dos livros O Poder da Cultura (Peirópolis, 2009) e Mercado Cultural (Escrituras, 2001), entre outros: www.brant.com.br

1Comentário

  • Leonardo Brant, 6 de outubro de 2008 @ 21:05 Reply

    Vale a pena reproduzir a matéria de hoje do Tela Viva, que demonstra a situação financeira da toda-poderosa da mídia brasileira:

    >> Caixa da Globo cobriria gastos com dívida <<

    A crise cambial atual, sobretudo após o susto desta segunda, 6, com o dólar voltando ao patamar de R$ 2,20, não desperta nas empresas de comunicação a mesma preocupação que despertou em crises cambiais passadas. Pelo menos não para a Globo. Fontes da empresa dizem que a situação agora é muito diferente daquela que se tinha em 2002. Naquela ocasião o grupo Globo tinha uma dívida de mais de US$ 1 bilhão, com vencimento em curto e médio prazo. O dólar, chegou a valer quase R$ 4. Como conseqüência, a empresa teve que vender ativos, reestruturar a dívida e negociar com os credores em situação de moratória. Depois disso, a situação mudou.

    Hoje, a dívida do grupo é coberta pelo caixa da Globo. O relatório de junho do grupo mostra que havia R$ 1,685 bilhão em caixa em 30 de junho. A dívida era de US$ 593 milhões de principal, dos quais US$ 325 milhões são bonds perpétuos, ou seja, sem data prevista de vencimento. “A Globo paga quando acharmos melhor”, diz um executivo. Dos outros US$ 200 milhões, metade vence em 2022 e R$ 63 milhões vencem em 2012.

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