Apostando no rápido crescimento dos smartphones, diversos desenvolvedores brasileiros têm sido motivados a criar um negócio próprio.

Durante o primeiro semestre, as vendas smartphones aumentaram 165% no mundo, de acordo com o instituto Nielsen, comparado aos primeiros seis meses de 2010. Apesar do crescimento, apenas 5,8% dos celulares vendidos no Brasil são smartphones, o que demonstra que ainda há muito espaço para quem pretende viver do desenvolvimento de aplicativos.

Guilherme Schvartsman, de 24 anos, juntou R$ 10 mil durante os 12 meses em que estagiou em um grande banco de investimento em São Paulo em 2009. Continuar na empresa poderia lhe render ainda mais dinheiro, mas ele preferiu investir parte da poupança no seu hobby: games para smartphones.

Com um computador e muita disposição para aprender sozinho a programar aplicativos, ele fundou em abril de 2010 a Best Cool & Fun Games, hoje a maior da América Latina na área de games e aplicativos.

Apesar de a Best Cool & Fun Games estar voltada ao entretenimento, o fundador lembra: buscar o lucro é assunto levado muito a sério. Hoje, 95% da receita vem de propagandas e da venda de itens virtuais. O modo “Kids”, no qual o usuário nunca perde, custa US$ 5.

E novas formas de ganhar dinheiro também entram no processo criativo. Há um mês, a empresa colocou no ar uma plataforma em que o próprio anunciante coloca seu anúncio nos games da Best e de uma rede de parceiros pelo preço de US$ 1 por usuário. É a primeira empresa a fazer esse tipo de serviço no Brasil.

Estratégias como essa atraem grandes olhos. Além do investimento do fundo brasileiro Arpex, a Best recebeu dinheiro da companhia americana de private-equity Madrone e de Yuri Milner, o mesmo investidor do Facebook.

Conheça outras experiência desse tipo na matéria do caderno Link, do jornal O Estado de S. Paulo.

*Com informações do Estadão.com


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