Demorei um pouco para resenhar o livro “Ponto de Cultura, o Brasil de baixo para cima”, do ex-secretário de cidadania cultural do MinC, Celso Turino, que colocou de pé o programa mais inovador das políticas culturais brasileiras, o Cultura Viva. O livro está sendo lançado em todo o Brasil e pode ser adquirido em versão impressa ou digital. 

Trata-se de um dos depoimentos mais importantes da história recente da política cultural brasileira. Primeiro pela qualidade das reflexões e da abordagem prático-teórica, algo difícil nos dias de hoje. Depois pela humildade com que trata as questões mais difíceis que o próprio Turino enfrentou e o programa enfrenta até hoje.

Dificuldade, aliás, é o que não falta para quem pretende enfrentar estruturas precárias, orçamentos inexistentes e a falta de institucionalização das políticas de cultura. Turino nos conta como enfrentou essas questões fazendo, enquanto implementava o programa e colocava de pé o mais importante legado do governo Lula para a cultura.

Tive o privilégio de trabalhar ao lado de Celio Turino e dar a minha contribuição ao peocesso de desenvolvimento do programa Cultura Viva, que conta agora com essa espécie de guia para o longo caminho que ainda há de percorrer, pelas periferias, grotões e pontos energéticos deste Brasil, visto de baixo para cima.

Conheça o website de Celio Turino e adquira um exemplar de Ponto de Cultura, o Brasil de baixo para cima, em versão digital ou impressa.


Pesquisador cultural e empreendedor criativo. Criador do Cultura e Mercado e fundador do Cemec, é presidente do Instituto Pensarte. Autor dos livros O Poder da Cultura (Peirópolis, 2009) e Mercado Cultural (Escrituras, 2001), entre outros: www.brant.com.br

1Comentário

  • Marco Ferreira, 23 de maio de 2011 @ 23:42 Reply

    Sr Brant
    Tenho lido, ou melhor , passado a vista por algumas das linhas que acontecem aqui. Meu tempo não sobra para tanto. Tenho observado de longe suas falas, seus ditos, o que alguns pensam, o que querem, o que escrevem assim esses que pensam, parabens!

    Me deu vontade de escrever também essas linhas e o fiz, nunca mais o farei. Minha ação é completa na vida, cumpro com o meu papel. Nunca captei dinheiro publico e creio que, pela distorção da lei, nunca o farei, até então CAPTAR é para alguns bacanas.

    Sei que uma determinada DAMA ( e junto a ela tem mais uma meia dúzia) do meio artístico “captou” aproximadamente sete milhões de reais para encenar Ensina-me a Viver. Ora, com esses reaizinhos qualquer um ensina a viver né não! E mais… penso: Todo esse grupo da mídia espontânea, que tem nome e endereço, que “captam ” do dinheiro publico deveriam após a fase de produção devolverem a verba aos cofres públicos. e com correção!! Basta calcular a “fábula” que ganham com as bilheterias em todo o Brasil, é uma festa.
    Produção paga com verba publica deveria retornar. A não ser que se propusessem a vir ENSINAR …. a incluir, a repassar, a fazer jus ao que CAPTAM.
    È interessante ver que são sensíveis para descobrir a vanguarda, o grande escritor nas “europas e americas” da vida.Mas praticam uma ditadura escoltados por alguns que dizem aos quatro ventos terem lutado pela ditador militar, porém nos impõe outra: a cultural.
    Estão, na minha humilde compreensão, longe estão de estarem em posição de ensinar o que quer que seja, mesmo que para o mais simples dos brasileiros.

    grato

    Marco Brazil

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