Roubei o título de um amigo. Algumas das princípais angústias também são compartilhadas com este e outros tantos pensadores anônimos por força do medo das ameaças e pelo histórico de perseguição do atual ministro aos seus desafetos (leia-se todos que não concordam com o rei). Sei que prometi propor e estou preparando um artigo neste sentido, para semana que vem. O hábito da indignação me induziu a este breve parêntesis.
Um parêntesis cheio de perguntas, diga-se. Todas sobre o processo de construção “democrática” do Profic, que deve ir ao Congresso ainda em agosto, segundo informações propagadas, quase sempre em tom de ameaça, pelo próprio MinC.
Eis as questões:
1) O MinC chamou alguém “da sociedade” para acompanhar/auditar o processo de sistematizacao e incorporacao das contribuicoes recebidas pela, digamos, “sociedade”?
2) Constituíram algum fórum para isso?
3) Quem são os ”tradutores”? Quem faz parte dessa equipe monumental destacada para definir o destino de milhares de profissionais da cultura?
4) O MinC está informando os pontos de negociação mais cruciais com as demais partes do governo?
5) Qual a pauta de negociação?
6) Quai os artigos que serão banidos/alterados?
Isso para não falar na condução do processo todo até aqui, que mais parece aula da dita “desdemocracia”, cofirmada até mesmo pela autoria oculta deste artigo, que apenas subscrevo. Todo este segredo tecnoburrocrático, justo para lidar com uma das legislações nacionais que deveriam ser mais abertamente debatidas, com o maior zelo democrático.
Já dizia o velho Bobbio: “maus meios subvertem os fins mais sublimes”.
Até semana que vem, quando tratarei de uma proposta simples, que desenvolvi num passado não tão distante com e para a equipe de Gilberto Gil, e que foi abandonada pela atual gestão.
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