O consumo global de entretenimento está mudando para uma matriz mais participativa e imersiva graças à internet, às mídias sociais e à difusão dos dispositivos móveis. Pelo menos é o que indica o diagnóstico feito pela Edelman, maior empresa de relações públicas do mundo, sobre o mercado de entretenimento de oito países.

hashtagtvA edição 2013 do estudo é também a primeira em que outras seis nações, além dos já tradicionais Estados Unidos e Reino Unido, são analisadas. São elas: Brasil, China, Alemanha, Índia, Coreia do Sul e Turquia.

O levantamento, realizado com 6,5 mil pessoas entre 18 e 54 anos, aponta o aumento do consumo de conteúdo produzido em país diferente daquele de origem dos usuários – um habitante da Turquia, por exemplo, está mais aberto a consumir música feita em outro país por meio de um smartphone ou tablet do que em 2012.

Mais de 60% dos entrevistados declararam estar mais dispostos a ver vídeos produzidos em locais distantes. Nos mercados emergentes, a maior parte das pessoas consultadas também admitiu ter assistido conteúdo em um idioma que não domina no último ano.

Interação – Para 67% dos entrevistados, a troca de conteúdo na web causa a sensação de que as pessoas estão mais conectadas do que nunca. 62% acreditam que essa sensação aconteça por causa das mídias sociais.

O estudo traça um comparativo entre os mercados emergentes (Brasil, China, Coreia do Sul, Índia e Turquia) e desenvolvidos (EUA, Reino Unido, Alemanha) no que diz respeito à interação com os conteúdos postados. O primeiro grupo mostra mais predisposição para interagir sobre assuntos relacionados ao entretenimento, seja pelas redes sociais, seja pelo uso da segunda tela.

No caso do Brasil, os dispositivos mais utilizados para acessar o conteúdo são as TV e os notebooks, em primeiro e segundo lugar, respectivamente. O principal item de consumo do brasileiro são os vídeos na internet – o Brasil é um dos cinco maiores mercados para o YouTube, com 58 milhões de visualizações no país por mês, segundo dados da própria plataforma.

“O [consumo de] entretenimento está mudando – em todo o mundo, pessoas querem uma experiência imersiva e interativa em entretenimento, com os mercados emergentes liderando essa tendência”, afirma o comunicado no site da Edelman. “O entretenimento online cria uma conexão global, que abre espaço para as marcas utilizarem uma narrativa visual para se conectar com os consumidores em todo o mundo de maneira mais profunda.”

Clique aqui para conferir o infográfico feito com base nos resultados da pesquisa.


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Jornalista, foi repórter do Cultura e Mercado de 2011 a 2013. Atualmente é assessor de comunicação da SPCine.

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