“O período atual do Brasil, especialmente o das artes, é o de nacionalização. Estamos procurando conformar a produção humana do país com a realidade nacional. A música popular brasileira é a mais completa, a mais totalmente nacional, a mais forte criação da nossa raça brasileira. Todo artista brasileiro que no momento atual fizer arte brasileira, é um ser eficiente com valor humano. O que fizer arte internacional ou estrangeira, se não for um gênio, é um inútil, um nulo. “E é uma reverendíssima besta”. (Mário de Andrade).

Há uma coisa muito séria neste país chamada música popular brasileira que a leviandade institucional, carregada de absoluta ignorância, insiste em marginalizar, promovendo verdadeira cruzada libertária para o estrangeirismo barato em detrimento à total independência da sociedade em, pelo menos, dois séculos da nossa música técnica.

Não posso deixar de dizer da minha emoção, por mais que queira me conter, deste fato inédito no Brasil, o surgimento do Espaço Cultural do Choro. 

Tenho argumentado, de forma crítica e ácida, sobre o absurdo da nossa música, até hoje, não ter um assento institucional no país. Isso é um assombro!

A não percepção do status produzido pela música brasileira como a verdadeira identidade deste país, é o tom genérico da universalização inútil, vazia, que ganha ares de nobreza e abona o seu caráter maldoso e carreirista, transformando numa sandice o que é considerada hoje como a música oficial neste país.

O Brasil é, sobretudo, música. A música brasileira é, sobretudo, o choro. O choro brasileiro é, sobretudo, livre, abrangente, liberto de característica única. O choro é sim a nossa cara, a nossa pluralidade, o eco de todos os sons que ouvimos aqui e que vem, há pelo menos duzentos anos, reeditando, através de novas formas técnicas e de fórmulas conceituais, a sua inesgotável dinâmica.

Ter uma música nacional com tamanha força representativa é algo que poucos países, ao longo de suas histórias, conseguiram. Ser um mediador científico e, ao mesmo tempo espontâneo, com tantos sons e linguagens de extrema vivacidade, é um ineditismo não percebido pelo modernismo barato sustentado pela leviandade de escolas estéticas que excluem o que é verdadeiramente do Brasil, o que as torna instituições gélidas e desinteressadas das questões essenciais do país e do homem brasileiro.

Um monumento como este, assinado por Oscar Niemeyer, erguido em Brasília, abrangerá, bem mais que a Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello e um palco à altura da Musica Instrumental brasileira, abrigará toda a singular memória da nossa música em sua essência através de um arquivo histórico.

O que há de mais monumental em tudo isso, é a compreensão do traçado da resistência natural do sentimento nacional através da música. O Espaço Cultural do Choro é o filho bonito e real do Brasil, pois nasce da pluralidade e da escolha independente do povo brasileiro.

Todas as escolas de música, espanholas, italianas, alemãs, européias de maneira geral, foram construídas sobre alicerces concretos com bases em suas realidades. A música brasileira, o Choro, tem bases em sua total liberdade no chão brasileiro.

Mário de Andrade, a quem tomo como referência, como o principal observador e conhecedor da nossa história musical, fez observações sobre a nossa necessária busca pela independência através da música. E diz: “O critério atual da música brasileira deve ser não filosófico, mas social. Deve ser um critério de combate. “A força nova que voluntariamente se desperdiça por um motivo que só pode ser indecoroso (comodidade própria, covardia ou pretensão) é uma força antinacional e falsificadora. Uma arte nacional não se faz com escolha discricionária e diletante de elementos: uma arte nacional já está feita na inconsciência do povo”. (Mário de Andrade).

É por isso que o choro brasileiro sustenta uma incrível vivacidade, de tamanha envergadura, que ergue no coração do Brasil, ao lado dos três poderes e ministérios, a força deste sentimento. O Espaço Cultural do Choro é a mais pura verdade do ambiente artístico brasileiro. O condutor desta nação musical de tantos sons ancestrais e contemporâneos, o bandolinista e compositor, Henrique Lima Santos Filho, o Reco do Bandolim, lutou e luta diariamente, de forma aguerrida, sacrificante e solitária para conquistar este que será, definitivamente, o assento institucional da nossa música.

Neste novo milênio, o Brasil foi naturalmente jogado às reflexões internas na observação dos seus ativos e na aquisição de assento no diálogo concreto entre as nações mais importantes do mundo. E é justamente essa combinação científica e independência energética e, por conta da sua natureza, é que o Brasil, hoje, tem voz nas grandes discussões globais. No entanto, sua personalidade como nação precisa de uma certificação mais contundente em sua linguagem. E é neste ambiente é que nasce o Espaço Cultural do Choro, na alvorada de um novo país, para ser, aqui dentro e diante do Estado brasileiro, a instituição com maior valor representativo, certificando somente o que o choro, na prática já é, um representante nacional e internacional da mais rica, mais extensa e democrática linguagem do homem brasileiro. O choro é o povo brasileiro em forma de música.

Espero, sinceramente, que o governo brasileiro, através do Ministério da Cultura do Brasil, tenha a delicada sensibilidade, percepção e compreensão capazes de dar a este momento histórico, a importância que este conjunto de ações refletido no coração das decisões políticas do Brasil, e tenha de fato assento permanente e apoio irrestrito para o seu fortalecimento e independência, certificando e incluindo este monumento que é o símbolo da música brasileira ao seu corpo de ações estratégicas. O Brasil não pode perder esta oportunidade tão essencial para a sua soberania.

“O critério da música brasileira para a atualidade deve de existir para a atualidade. A atualidade brasileira se aplica aferradamente a nacionalizar a nossa manifestação”. (Mário de Andrade).

O que não podemos mais no atual estágio de nação em que se encontra o Brasil, é repetir erros tão gritantes como no passado, como nos é apresentado em artigo comovente de Mário de Andrade sobre a luta do nosso maior gênio musical, Villa Lobos, em artigo publicado no Diário Nacional de São Paulo em 02-07-1930. “Mas esse artista de uma genialidade que ninguém discute este realmente grande compositor de uma atividade assombrosa, de quem o Brasil está se beneficiando imensamente, nós deixamos que debata numa angustiosa vida de aventuras musicais, virando empresário aqui, virando virtuose de violoncelo noutra parte, se prendendo à empresas, editoras que o exploram a valer. É certo que todas essas atrapalhações da vida jamais impedem o verdadeiro artista de produzir obras geniais. E, de fato, essa desproteção vergonhosa, Villa Lobos responde nos dando os Choros nº 10, o Amazonas, as Cirandas, as Serestas e outros monumentos com que o Brasil enriquece a música universal”. (Mário de Andrade).


Bandolinista, compositor e pesquisador.

8Comentários

  • Marcello Machado de Campos Laranja, 17 de janeiro de 2009 @ 18:26 Reply

    Desde quando tive o prazer de conhecer Carlos Henrique, em agosto de 2006, na Rua do Choro, em São Paulo, passei a desfrutar da amizade e de uma camaradagem conservada desde aquela ocasião. Na oportunidade, este fantástico compositor e bandolinista – antes de abrir oficialmente a programação com seu grupo – proferiu uma palestra absolutamente magnífica, revelando todo o seu conhecimento e, principalmente, sua simplicidade, notória, por sinal. Vinha a baila o espetacular trabalho por ele desenvolvido “Vale dos Tambores”, obra que classifico como uma das melhores já feitas no Brasil até hoje em matéria de Choro. E agora, recentemente, em setembro de 2008, fui a Sampa, após quase dois anos sem estar com ele pessoalmente – nosso bate-papo resumiu-se nesse tempo a ligações telefonicas e emails – e só confirmei o que já estou careca de saber: ele é fera mesmo e não tem pra ninguém! Pois bem, devidamente alertado por Carlos Henrique num email extremamente amável – como sempre, aliás – cheguei a esta página e tomei conhecimento do texto acima, muito bem escrito por esse cara que é da melhor estirpe. Nos trás – dentro do panorama que traça – Mário de Andrade, esse eterno Mário da Paulicéia Desvairada, um dos grandes observadores dessa magnífica Música Popular Brasileira. Realmente, meu caro Carlos Henrique, Mário de Andrade estava absolutamente certo quando disse que “o sujeito que pratica arte estrangeira é uma reverendíssima besta”. Com essa música brasileira lindíssima? Não tenho dúvidas de que o Choro é o instrumento que livrará a Música Popular Brasileira do inferno astral em que ela está enfiada há algum tempo. Teremos de volta os grandes compositores e músicos, completamente alijados do processo de divulgação de seus trabalhos, em razão dessa comercialização barata e aí creio que a nossa MPB será devidamente respeitada por todos como verdadeira instituição que é. Sucesso Carlos Henrique e mais uma vez obrigado pelo carinho e pelas palavras de apreço. Forte abraço.

  • Rildo Hora, 18 de janeiro de 2009 @ 7:37 Reply

    Carlos Henrique Machado de Freitas dedica sua vida às manifestações artísticas desta nação brasileira, rica em música e povo de boa índole. Grande compositor, escolheu o choro para escoar o que aprende com o banzo da nossa gente. Bandolinista virtuoso, compositor de mão cheia, encontra nas nuances do choro a melhor maneira de se comunicar. Tenho acompanhado a sua brilhante trajetória.

    O texto que acabo de ler Carlos escreveu demontra que concorda com o idelal de Mario de Andrade, que sempre apontou, o que para ele, seria melhor caminho que os jovens músicos devem procurar. Refiro-me ao “nacionalismo aberto” de paisagem fértil e terreno acidentado que, como Carlos e sua musa Celeste, procuro seguir. Quem me colocou nesse viéis irreversível foi o meu professor e amigo Guerra Peixe, que, como Carlos, também gostava muito de ler os ensinamentos de Mário de Andrade. Guerra sempre dizia para os seua alunos que Mário de Andrade representava a lucidez, a brasilidade sem preconceitos e a ética arística, que os músicos devem buscar – “ha´sempre uma luz escondida nos escombros da internacionalização artística”.
    O CHORO É UM LUZEIRO DE LUNINOSIDADE AZUL E PLENA.

    Rildo Hora

  • Rildo Hora, 18 de janeiro de 2009 @ 9:34 Reply

    REVISANDO…

    Carlos Henrique Machado de Freitas dedica sua vida às manifestações artísticas desta nação brasileira, rica em música e povo de boa índole. Grande compositor, escolheu o choro para escoar o que aprende com o banzo da nossa gente. Bandolinista virtuoso, compositor de mão cheia, encontra nas nuances do choro a melhor maneira de se comunicar. Tenho acompanhado a sua brilhante trajetória.

    O texto que acabo de ler Carlos escreveu demonstrando que concorda com o idelal de Mario de Andrade, que sempre apontou a brasilidade, o que para ele seria o melhor caminho que os jovens músicos devem procurar. Refiro-me ao “nacionalismo aberto”, de paisagem fértil e terreno acidentado que, como Carlos e sua musa Celeste,eu procuro seguir. Quem me colocou nesse viéis irreversível foi o meu professor e amigo Guerra Peixe, que, como Carlos, também gostava muito de ler os ensinamentos de Mário de Andrade. Guerra sempre dizia para os seus alunos que Mário de Andrade representava a lucidez, a brasilidade sem preconceitos e a ética arística que os músicos devem buscar – “Ha´sempre uma luz escondida nos escombros da internacionalização artística”.
    O CHORO É UM LUZEIRO DE LUMINOSIDADE AZUL CELESTE ( do Carlos ).

    Rildo Hora

  • Urariano Mota, 19 de janeiro de 2009 @ 10:29 Reply

    Carlos, o entuasiasmo que você passa nesse artigo tem a medida do criador e amante do choro que você é. Saibam todos que o autor do texto acima é um recriador do choro, um pesquisador musical, um intérprete do bandolim que o Brasil ainda não reconheceu, como se surda e estúpida fosse a nossa terra.
    Se os leitores não concordarem com uma só linha do que ele diz, se acharem que exagero neste comentário, não me leiam, não o leiam: ouçam, escutem, entrem em paz e em agitação com os dois CDs de Carlos Henrique Machado que levam o nome de Vale dos Tambores.
    Fui.

  • Jorge Fernando dos Santos, 19 de janeiro de 2009 @ 22:02 Reply

    Carlos Henrique Machado de Freitas é um dos maiores músicos do Brasil. E é também um dos maiores conhecedores da história do choro, como gênero musical tipicamente brasileiro. Seu artigo está correto e bem escrito. Temo apenas que o Espaço do Choro venha a “oficializar” e, portanto, burocratizar o ritmo que, ao lado do samba, define nossa nacionalidade do ponto de vista musical. Sei de cantora que não pode se apresentar no Clube do Choro sob a alegação de que o choro é música instrumental. Discordo. Choro é também uma espressão legítima do cancioneiro nacional e como tal deve ser respeitado.
    Jorge F.:

  • josrmir tadeu de souza, 20 de janeiro de 2009 @ 11:22 Reply

    Fico muito feliz amigo ao ler e poder constatar que todo o teu amor pela “Arte de ser Brasileiro”, continua arraigada não somente à carne, mas principal e irreversívelmente à tua alma.
    O que se faz clarejar em tua coluna, traduz a alegria dos abnegados, dos que se mantiveram firmes e em nenhum momento desacreditaram-se, principalmente em seus mais difíceis momentos… tu por exemplo, jamais deixaste fugir entre os dedos, sequer um átimo milesimal da Fé no Crer, na certeza do Saber, pois és sem dúvida, um Filho da Perseverança. Conheço-te há muito, meu querido e teimoso gênio. Pessoas com a tua tenacidade, sofrem… e eu sei o que passaste e o que principalmente passas agora, após a constatação natural de tua genialidade musical, aqui nessa nossa cidade natal, infestada por pseudos intelectuais e ilusórios “donos do tudo, que vai acabar lá na curva do nada”.
    Espero de coração, ao constatar o sentimento, que habita teu senso e que daqui sinto, tenhas certeza, toda a emoção, que sentes. Que o Espaço Cultura do Choro, venha a abrigar tua esperança santa, de que agora, o reconhecimento dessa arte secular, desse ritmo mágico e alumbrante, referência mor de todos os outros rítmos do nosso Pais, arte firmemente cultivada nos preceitos de nossas origens, possa vir a remeter-nos às verdades, que por tanto tempo “permaneceram” ocultas.
    E, como além de acreditar sempre em ti, considerei-te e considero-te, vibro com tua eloquente e fascinada satisfação. As ditas, pelos medrosos, forças ocultas, que tanto te impulsionaram, fazendo-se conhecidas através dos acordes divinais, com os quais adornas a tua genial música, verdadeiras odes, que por certo já ouviste em existencias outras, venham realmente a ser evidenciadas, pois como dizes, o Choro é o marco, a essência, que fluidificada alastrou-se, foi captada e transformada num quase nada, pois que interessava à Europa, a obtenção de mais um país domesticado, adocicado e obediente, como os outros, que até hoje inda se vergam, ante a uma “cultura” estrangeira não ablaqueada, presa aos entrelaces de culturas totalmente diferentes da nossa.
    Concordo sim, Carlos Henrique, e agradeço a Deus por ti, pela Celeste, criaturas, que jamais deixaram se amofinar, que jamais cruzaram os braços. Criaturas, que como tu e tua genialidade, sempre se dispuseram a espargir o que de realmente de mais Brasileiro temos. O que se torna sagrado e bafejado pelos deuses, que protegem gênios, é justamente isso: Não precisaste de um Espaço Cultura do Choro, construído ao lado dos tres poderes, pois que muito antes desse espaço surgir, o Choro e o grande gênio musical Carlos Henrique, já existiam.
    O valor do artista da música, evidencia-se, para a maioria, quando ele executa pós-estudo academico, musicas quaisquer de forma brilhante, o que se faz democrático e absolutamente válido, pelo respaldo do livre arbítrio. Agora o valor do Gênio da música, evidencia-se, quando sentimos em sua pele o aroma sagrado de se fazer Realmente Brasileiro, uma pessoa humilde, que não deixa de enaltecer os conhecimentos dos que se fizeram academicamente, mas que nascidos luzentes, nascidos Música, fizeram-se diferenciados, e são antes de tudo, sublimes defensores do que lhes move e do que pra eles, se faz fenícula sagrada.
    Assim és amigo, e tenho certeza, assim continuarás a ser.
    Fico feliz, com essa tua felicidade… fico alumbrado, por esse sonho, que vem fazer justiça à Música Genuínamente incorporada à nossa Raça Brasileira, e espero que esse Espaço venha realmente ter essa finalidade nobre, com a qual te completas, e te fazes feliz, pelo reconhecimento da influência mágica do Choro em nossa sociedade autêntica.
    Ao mesmo tempo, fico tranqüilo, se esse objetivo não se concretizar, e que como invariavelmente acontece, “zumbis”, que até no agora, permaneceram em estado letárgico, venham a se espargir por lá, fico imensamente inundado em estado de absoluta acalmia, pois tenho certeza, que com Espaço ou sem Espaço, A TUA SAGA CONTINUARÁ!
    Um abraço desse teu irmão.

  • Rildo Hora, 20 de janeiro de 2009 @ 22:54 Reply

    Carlos Henrique Machado de Freitas dedica sua vida às manifestações artísticas desta nação brasileira, rica em música e povo de boa índole. Grande compositor, escolheu o choro para escoar o que aprende com o banzo da nossa gente. Bandolinista virtuoso, compositor de mão cheia, encontra nas nuances do choro a melhor maneira de se comunicar. Tenho acompanhado a sua brilhante trajetória.
    O texto que acabo de ler Carlos escreveu demontra que concorda com o idelal de Mario de Andrade, que sempre apontou, o que para ele, seria melhor caminho que os jovens músicos devem procurar. Refiro-me ao “nacionalismo aberto” de paisagem fértil e terreno acidentado que, como Carlos e sua musa Celeste, procuro seguir. Quem me colocou nesse viéis irreversível foi o meu professor e amigo Guerra Peixe, que, como Carlos, também gostava muito de ler os ensinamentos de Mário de Andrade. Guerra sempre dizia para os seua alunos que Mário de Andrade representava a lucidez, a brasilidade sem preconceitos e a ética arística, que os músicos devem buscar – “ha´sempre uma luz escondida nos escombros da internacionalização artística.
    O CHORO É UM LUZEIRO DE LUNINOSIDADE AZUL E PLENA.”
    Rildo Hora

  • Inaldo Moreira, 21 de janeiro de 2009 @ 20:50 Reply

    Não tenho mais nada a acrescentar ao que já foi dito. Carlos e Celeste podem até estar pregando no deserto deste Brasil alienado, mas, a coisa está mudando e vai mudar muito mais, e, sem dúvida graças a eles dois
    e a alguns abnegados, como Reco, Ruy Godinho, Rildo, etc..
    Meu sonho é receber o Vale dos Tambores que eles me prometeram. Já, já, eles vão receber mais dois cds meus (um de choros e outro de valsas para piano)
    Recife, 21 de janeiro de 2009, às 20:44h.

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