O último período de 2015 apresentou queda nas vendas de livros em exemplares (-7,5%) e em faturamento (-4,5%) quando comparado ao mesmo período em 2014. É o que informa o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), no 11º Painel das Vendas de Livros do Brasil. Os números têm como base o resultado da Nielsen BookScan Brasil, ferramenta que apura as vendas das principais livrarias e supermercados.
O aumento do preço médio do livro se manteve em 3,2%. No consolidado anual (de 29/12/14 a 27/12/15) observou-se variação positiva de 2,52% em exemplares e 3,43% em valores, comparado ao mesmo recorte no ano de 2014. Considerando a inflação anual de 10,67%, o resultado real é uma queda de 7%.
“Obviamente o mercado editorial não é imune à crise, no entanto foram vendidos 1 milhão de livros a mais em 2015. Os três últimos períodos do ano foram particularmente pesados, mas não neutralizaram integralmente os ganhos anteriores. A performance em faturamento merece análise mais aprofundada, já que são muitas as variáveis envolvidas além da própria inflação do período. Os números indicam que os varejistas enfrentaram a crise cedendo menos descontos. As editoras sentiram mais a crise, já que o preço médio se manteve praticamente paralisado”, comenta Ismael Borges, gerente do BookScan.
Na projeção de vendas das editoras, a variação de faturamento é de 0,31%, uma queda real (considerando a inflação) de 9,36%. “Esperávamos uma recuperação das vendas no 4º trimestre de 2015, após o excelente resultado da Bienal do Rio de Janeiro, mas infelizmente ela não veio. Temos que nos preparar para enfrentar 2016, com a previsão da manutenção do quadro recessivo”, afirma Marcos da Veiga Pereira, presidente do Snel.
Títulos de lazer, estilo de vida, culinária e gastronomia foram destaque nas vendas.
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