Em entrevista ao jornal O Globo desta quarta-feira (8/8), os cineastas Fernando Meirelles e Vicente Amorim falam sobre suas experiências em produções estrangeiras e sobre as dificuldades de lançar um filme no Brasil.

Os dois diretores – que lançam produções internacionais na próxima semana – foram cotados para projetos importantes no exterior. Amorim esteve no páreo para dirigir “Senhores do crime”, que acabou nas mãos de David Cronenberg, e Meirelles foi cogitado para “Colateral”, rodado por Michael Mann.

Questionados sobre as diferenças de filmar “lá fora”, Meirelles afirma que, no que diz respeito à direção, tudo é igual. “O que há de diferente aparece mais na produção, sobretudo porque as legislações são diferentes de país para país. Os contratos, por exemplo, precisam ser feitos em mais de uma língua”.

Para Amorim, a maior diferença, no caso de seu filme “Corações Sujos”, foi filmar com um elenco japonês, que não falava inglês. “Foi descobrir que eles começam a atuar antes de você gritar ‘Ação!’. Não se usa essa palavra de ordem no cinema do Japão”, conta.

Meirelles lembra ainda que, quando você filma com dinheiro inglês, é obrigado a gastar dinheiro na Inglaterra, com profissionais locais. “Mas como eu tento jogar amigos para trabalhar no exterior, exijo que o editor e o fotógrafo sejam brasileiros. Em Hollywood não dá para impor isso.”

Com projeto de uma comédia para filmar no Brasil sobre a cultura caipira nacional, Meirelles criticou o parque exibidor brasileiro neste ano, tomado por blockbusters de Hollywood. Ele protestou após a estreia de “Xingu”, de Cao Hamburger, do qual foi produtor e cuja bilheteria, para ele, foi frustrante.

Leia entrevista completa aqui.

*Com informações do O Globo


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