O mercado da música vive uma onda de relançamentos e reuniões de artistas das antigas. Pelo menos duas grandes bandas internacionais – os Beach Boys e os Rolling Stones – vão entrar em turnê, entre este ano e o próximo, para comemorar os 50 anos de carreira.
No Brasil, a agenda 2012 de artistas de diferentes gerações e estilos, como Milton Nascimento e Los Hermanos, também vislumbra o potencial lucrativo desse segmento. Além das datas comemorativas, os artistas também apostam em releituras de seu repertório mais antigo. Caso dos Titãs, que esgotaram os ingressos para a temporada de shows que vai relembrar o disco “Cabeça de Dinossauro”, de 1986.
Detentora de boa parte das gravações do chamado BRock – a geração do pop-rock brasileiro surgida na década de 1980 -, a Warner Music dedica atenção especial aos 30 anos de idade de bandas como Barão Vermelho, Ultraje a Rigor, Kid Abelha e o próprio Titãs. “Planejamos uma série de CDs duplos remasterizados com a história de cada grupo. Isso inclui até mesmo a recuperação de gravações em fitas K-7, antes restritas a arquivos pessoais. O material também será vendido em versão digital”, afirma Sérgio Affonso, presidente da companhia.
Em entrevista à reportagem do jornal Valor Econômico, a socióloga Marcia Tosta Dias afirmou que esse movimento de nostalgia é uma estratégia que vem sendo usada desde os anos 1990, com a invasão das coletâneas no mercado. Segundo ela, esses produtos são atraentes para as gravadoras pois representam um baixo custo de produção e a garantia de retorno. O perigo, no entanto, está na falta de renovação e no enfraquecimento de uma cena musical que reflita seu tempo. “Releituras e celebrações são legítimas, mas quando a produção se limita a reproduzir o passado, gera estagnação cultural e pode sacrificar a carreira de artistas talentosos que se prendem a isso”, afirma.
A reportagem completa está disponível aqui.
*Com informações do jornal Valor Econômico