Resolvi tornar mais público o que já está escancarado pela linhas tortas do Twitter. Não me orgulho nada de estar protagonizando um bate boca de baixíssimo nível com o ator global José de Abreu, que reagiu ao meu artigo “Altos e Baixos de Ana de Hollanda, com ameaça de morte:

Ouvi sua entrevista na CBN na semana passada. Que falta de senso! Vc prestou um enorme desserviço ã Cultura com aquelas palavras completamente fora da realidade. Por isso nao me espantei ao ler seu post. Entre varias atividades na campanha – como por exemplo a twitcan do Chile com quse 11 mil espectadores – eu organizei o evento do Teatro Casa Grande, junto com Eric Nepomuceno. Ser chamado de golpista por você é uma honra. Voce morreu hoje e ainda nao sabe. Deus acompanhe sua alma. Jose de Abreu. Email josedeabreu@globo.com twitter jose_de_abreu

Respondi em seguida, tentando equalizar o debate, porém sem me acovardar:

Será q o José de Abreu está falando comigo? Eu não dei nenhuma entrevista para a CBN. Não chamei ninguém de golpista. Apenas considero o movimento parte integrante de um movimento para expulsar a ministra do cargo. De cara eu já disse que não tinha medo de cara feia e corria o risco de acertar pessoas bem intencionadas e outras mal informadas. Não existe alinhamento com o ministério, existe com a democracia. Esse movimento é trollado, antiético. Não é coisa séria. Eu só acredito em movimentos que tenham como base a ética. Se eu morri José de Abreu, foi por uma boa causa. Abs, LB

Seu novo comentário, veio em seguida:

1. “Mobiliza Cultura constitui o ápice desse movimento golpista” Com essa frase vc chama sim de golpistas todos os mais de 2 mil signatários da Carta. No mesmo comentário vc diz que nao chama ninguém de golpista e depois reafirma e mais, chama de trollado e anti ético. Decida-se.

2. Já que vc fala em ética gostaria de saber da independência da Cultura e Mercado e do Instituto Pensarte em relação ao MinC. Acaso voces captam por leis de incentivo? Se sim, pode relacionar os projetos aqui?

4. Qual sua relação com escritórios de captação de incentivos fiscais?

3. Acaso voce participou da campanha para eleição da Dilma?

Obrigado.

Percebi que o artigo gerou revolta sobretudo aos articuladores e golpistas, desde as pessoas que estão realmente articulando a queda da ministra, pois desejam o seu cargo, até as viúvas do Juca. Mas ao mesmo tempo atingiu pessoas inocentes, que aderiram ao movimento de caso pensado, em busca de avanço nas políticas culturais. Eu já havia apontado no artigo esse risco, mas resolvi deixar mais claro, pedindo desculpas aos inocentes:

Quero comentar duas coisas: 1) Não considero os signatários do manifesto mal intencionados. Apenas estou alertando para os interesses por trás dela e quais as origens do movimento. São fatores importantes para avaliá-la; 2) O meu artigo não defende a ministra. Não tenho elementos para defendê-la, tampouco atacá-la. Acho que o movimento não aponta as questões que deseja avançar. Faz acusações vagas, imprecisas quando não falsas. E não aponta onde quer chegar, concretamente.

O tom das ameaças e da gritaria já diz muito sobre isso tudo. Vamos em frente!

Insatisfeito com o meu silêncio em relação às acusações, @Jose_de_Abreu entrou em cena pelo Twitter. Separei alguns dos seus tuítes mais interessantes e também os mais retuitados:

– @lbcem Já começa agredindo? Recebo da Globo pela venda de meu trabalho. Qual sua relação com o Inst Pensarte? Dezenas de projetos no MinC..
– Cultura e Mercado é uma realização do Instituto Pensarte que tem no MinC 68 projetos aprovados. RT @lbcem Não uso Rouanet …
– MinC Projeto 024081 Nome: Cultura e Mercado/manutenção do site “Cultura e Mercado” Aprovado 46.516,34 RT @lbcem Não uso Rouanet …
– @lbcem Então vc usou, assuma. Nao discuti a seriedade nem emiti juízo. Quer discutir com a Globo, discuta, eu nao sou representante dela.
– @lbcem @cultmerc Legal, mudou o discurso, parabéns. É assim que se começa uma discussão séria e não com ataques ad hominem.
– @lbcem A min @anadehollanda conhece minhas razões. Não devo satisfações de meus atos a vc, que é muito mal informado. Já disse mil x q nao.
– @cultmerc A partir de pressões legítimas. Ou não? Quem as fez? O Leo?
– Pergunta do dia: 46 mil reais de dinheiro público “para manutenção do site” é muito ou é pouco? Respostas para @lbcem Cultura & Mercado.
– O Cultura e Mercado,q ataca quem quer projeto de continuidade na Cultura aprovado pelo voto,recebeu 40 mil do povo para manter site! @lbcem
– Quem patrocina o site Cultura e Mercado? O Instituto Pensarte, um órgão íntegro que tem 68 projetos aprovados na Lei Rouanet!
– O Cultura e Mercado,q ataca quem quer projeto de continuidade na Cultura aprovado pelo voto,recebeu 40 mil do povo para manter site! @lbcem
– Quem patrocina o site Cultura e Mercado? O Instituto Pensarte, um órgão íntegro que tem 68 projetos aprovados na Lei Rouanet!
– Cultura & Mercado, através do Inst Pernsarte, que imprime livros sobre seu próprio umbigo, tentou aprovar R$ 54.120.465,27 nos últimos anos.
– De dinheiro do povo brasileiro! R $ 54.120.465,27! CINCOENTA E QUATRO MILHOES DE REAIS EM LEI ROUANET!
O meu twitter também não foi nada delicado com o ator. No começo tentei desviar o assunto para o tema do artigo, me esquivando das acusões e ataques, que considerei impertinentes. O fato de atuar no mercado, de ter essa ou aquela postura, ou de ter votado neste ou naquele candidato (mas faço questão de ressaltar que nunca votei no Serra) não me desqualificam para o debate. Tentei responder na mesma moeda, acusando o meu Bin Laden particular de trabalhar na Globo (como se isso tb fizesse qualquer diferença ou o desqualificasse. Usei apenas o mesmo argumento, para tentar anular). No calor das tuitadas, confesso que me diverti um pouco, tuitando do metrô. Mas comecei a perceber que alguns dos 12 mil seguidores do Abreu começaram a levar a brincadeira a sério. Tive meus quinze minutos de Maria Bethânia. Deixo aqui meus impropérios arrependidos:
– @jose_de_abreu diz que eu morri. Acho que por uma boa causa. s://ht.ly/4PE4R Ética na política!
– @jose_de_abreu Não uso Rouanet, não recebo do MinC nem da Globo. Vamos debater política cultural? s://ht.ly/4QayD
– @Jose_de_Abreu Você nega que o #MobilizaCultura é filho pródigo do #ficajuca?
– @jose_de_abreu O @cultmerc usou Rouanet uma vez na vida há muito tempo. Não usa mais.
– @jose_de_abreu O Pensarte é uma organização cultural seria e não usou mais Lei Rouanet do que a Globo, onde vc trabalha.
– @jose_de_abreu da Globo. Eu não mudei discurso. Estou discutindo ética e vc me ataca em vez de discutir o assunto.
– @Jose_de_Abreu Sou contra o jogo sujo. Não jogo assim por oção. Mas se quiser, eu não fujo da briga. Não tenho medo de cara feia.
– @Jose_de_Abreu Vamos discutir o #MobilizaCultura então, ou quer continuar com ataques gratuitos?
– @Jose_de_Abreu O #MobilizaCultura quer derrubar a @anadehollanda, trata-se apenas disso. E vc é candidato?
– @Jose_de_Abreu Todas as premissas do #MobilizaCultura são falsas. Quais são as propostas? O que ele reivindica, concretamente?
– Pergunta do dia para @Jose_de_Abreu da Globo: quer comparar valores captados entre @cultmerc e os articuladores do #mobilizacultura?
– @Jose_de_Abreu da Globo. R$ 46 mil em 2002 dava para pagar 5 meses de @cultmerc. Os outros 10 anos foram no peito e na raça.
- @Jose_de_Abreu quer o cargo da Ana de Hollanda e usa um projeto de 2002 para descredibilizar o @cultmerc.
– @Jose_de_Abreu Se eu morri pq vc não me deixa em paz?

Cultura e Mercado recebeu um patrocínio via Lei Rouanet em 2002, tempo em que contava com uma equipe de 3 pessoas para cuidar do conteúdo e uma para desenvolver o design e a parte técnica. O meu trabalho na maioria das vezes foi voluntário. Além disso, é patrocinado pela minha empresa, Brant Associados, na época chamava-se Pensarte e é fundadora do Instituto também, presidido por mim entre 200o e 2003, que auxilia na manutenção do site até hoje.

Depois da minha gestão como presidente, resolvemos abrir o Instituto, convidando algumas pessoas para fazer parte da diretoria, num processo político intenso. O Pensarte foi conduzido por várias diretorias desde então, nem todas alinhadas com o meu modo de pensar a articulação do setor cultural. Mantive o Cultura e Mercado nas mãos do Pensarte justamente para guardar o sentido público da publicação, embora até hoje tenha que patrocinar o veículo com dinheiro próprio, auxiliado esporadicamente por anúncios, apoios e patrocínios.

Estamos nos esforçando muito para tornar o site sustentável, buscando apoios e patrocínios, sempre sem contar com Leis de Incentivo à Cultura. Quero deixar claro que não vejo problema algum em obter incentivo para um projeto público, que presta serviços reconhecidos por toda a comunidade cultural. Apenas não o faço para blindar o veículo de ataques. Por ser independente e trabalhar com a matéria política, smpre haverá a fúria dos interesses constrariados.

Mas estamos aqui, firmes e fortes, comemorando 10 anos de atividades intensas e sempre no centro das discussões de política e mercado cultural brasileiros. Espero ter a capacidade de fazer isso com mais leveza e sem embates pessoais. Essa é a minha maior busca no momento…

Quanto ao José de Abreu, continuo admirando-o pelo artista que é. Todos temos o direito de explodir em defesa da nossa dignidade. Quero acreditar que tudo não passou de mal entendido. Ele ouviu alguém falar na CBN, achou que fosse eu, mando o petardo de morte… E uma coisa levou a outra. E estamos aqui, enjaulados em nossa própria agressividade. E isso não leva a nada…


Pesquisador cultural e empreendedor criativo. Criador do Cultura e Mercado e fundador do Cemec, é presidente do Instituto Pensarte. Autor dos livros O Poder da Cultura (Peirópolis, 2009) e Mercado Cultural (Escrituras, 2001), entre outros: www.brant.com.br

12Comentários

  • Bergamini, 10 de maio de 2011 @ 11:03 Reply

    Às vezes – muito, aliás – as políticas culturais atravancam por mimimis como este entre pessoas que pensam a cultura e a política e, em vez de rumarem juntas em prol de soluções práticas para as problemáticas do setor, tomam a coisa por um lado pessoal, deixando que o orgulho fale alto, e se esquecem da discussão comum que é pensar sobre as reais necessidades que possuem aqueles que produzem a produção simbólica de uma nação.
    Nada contra. Muito já me exaltei nesse sentido em debates acirrados por defender este ou aquele Santo Ministerial, considerando meus próprios interesses. Mas sempre, hora ou outra, tive a percepção de que o bem comum para os companheiros e principalmente para a Cultura, com sua riqueza produtiva, é o que importava em meio a isso tudo.
    Se o MINC fornece subsídios para os trabalhos todos temos o direito de aproveitar das oportunidades. Quando conseguimos, devemos sim estampar isso na cara de nosso trabalho, para que possam ver o investimento do Estado na Cultura e sobretudo, para mostrar a qualidade de um trabalho a que foi reconhecido por órgão competente – ainda que algumas vezes esse mesmo órgão autorize a criação de blogs milionários.
    O importante nesses debates é manter o foco e pensar em prol da Cultura, de seu incentivo, valorização e sustentabilidade. Deixar o ego de lado faz bem. Além disso, mesmo que aparecer, vivemos numa democracia na qual, parafraseando Voltaire, podemos não concordar com as idéias do outro, mas devemos defender o direito de ele dizê-las.

    #FronteirasSP

  • Sara Pavan, 10 de maio de 2011 @ 11:07 Reply

    Acompanhei a discussão e gostaria de dizer o que vejo disso tudo.
    – Não acho que devemos defender ou acusar a Ministra de nada até agora. Desculpem todos os radicais, mas sabemos do rombo que o novo ministério encontrou.

    – O movimento Mobiliza Cultura, ao meu ver, não ver embasado mesmo, mas mostra uma indignação, mas acredito que o foco é outro, cobrem dela, e não cobrem a saída dela.

    – Pessoas se aproveitando de um movimento para “se darem” bem é (infelizmente) muito comum no Brasil.

    – A carência pelo Juca é clara, a Ana não arrisca, e o Jura arriscou até demais.

    – José de Abreu, com intenções de ocupar o cargo ou não do Ministério, me é indiferente, e não o faz melhor ou pior, todos sabem que ele acrescenta pelas informações e debates.

    – Ter ou não projetos aprovados e captados pela Lei Rouanet não faz ninguém melhor ou pior.

    – A luta pela cultura,às vezes, nos exalta. Somos apaixonados por isso!

    Att.,

    Sara

  • Lenon Rodrigues, 10 de maio de 2011 @ 12:54 Reply

    Não vou comentar a briga de vocês, pois além de eu ser um “simples mortal” diante desta briga de “gente grande”, não sou desses de botar lenha na fogueira, de querer ver o circo pegar fogo.

    Mas ainda creio que esta fixação que este movimento é uma tentativa de golpe por meros interesses pessoais não procede.
    Se tem gente com interesses pessoais apoiando o mobilizacultura, estes não irão muito longe, porque o cerne do movimento é a continuidade das políticas da gestão anterior, é também a exigência da sociedade civil que se siga as diretrizes propostas no PNC. O meu desejo pessoal (e acho que o de muita gente que faz oposição ao atual MinC) é de que isso seja seguido a risca, como demanda legítma da sociedade civil, independente de Ana, Juca, Gil, ou quem quer que seja. Mas o problema é que Ana, de tão atrapalhada e de tanta besteira que falou e fez, não dá pinta de que vai refletir e mudar o rumo das coisas. Se o MinC anterior teve muitas falhas, que realmente foi o caso, ele teve muito mais em conquistas. É melhor continuar um projeto que vinha dando certo, fazendo oposição às falhas anteriores objetivando mudanças maduras, do que voltar à era FHC, que é o que parece que tá acontecendo na atual gestão.

    Neste rancor, vocês que defendem as diretrizes da atual gestão cometem muitas injustiças também. Aqui no cultura e mercado mesmo já acusaram várias pessoas de fake, avatar, querendo deslegitimar uma coisa que é legítima. Inclusive você mesmo, Leo, acusando Carlos Henrique, mas que, diga-se de passagem, teve a hombridade de se desculpar e reconhecer o equívoco. Comigo mesmo aconteceu isso, no seu post “Altos e Baixo de Ana de Holanda”. Uma pessoa que não se identificou me acusou agressivamente de ser um fake, um avatar de uma pessoa que eu nunca ouvi falar na vida(nem um pedido de desculpa eu tive, hehe!). Há dois anos que frequento e comento aqui no site, diga-se de passagem único e exclusivamente com meu nome de batismo, Lenon Rodrigues, e nunca vi um ambiente assim.
    O que quero dizer com esses casos pessoais é que nós, reles mortais comentaristas de blog e simpatizantes do mobiliza cultura, também sofremos, em uma escala menor, agressões e injustiças como estas protagonizadas por vocês dois. O exemplo tá vindo de cima. Vocês são nomes importantes e influentes na cena das políticas culturais brasileiras. Prezem pelo bom exemplo, se não realmente a coisa vai estagnar.
    Temperamento latino é fogo, já dizia Moreira da Silva, é esse o nosso jeito de estravazar. Espero que a paz realmente esteja no coração e nas boas intenções de vocês.

  • Malu Aires, 10 de maio de 2011 @ 13:40 Reply

    Leonardo Brant,

    Sem me estender em mais palavras, para que seja claro meu manifesto de apoio pelo seu serviço em pról da democracia, da ética na cultura e no jornalismo deste país, me coloco, publicamente em seu apoio.
    Concordo com os últimos textos deste blog que defendem um Ministério da Cultura com gestão independente e ética, sem a interferência ou manipulação de ataques golpistas e corrompidos, dos quais alguns conheço e repudio a procedência.
    Antes que comecem mais histéricas postagens, começo com um coro: #FicaAna e traga de volta o MinC e a Cultura para todos nós.

  • Leonardo Brant, 10 de maio de 2011 @ 14:14 Reply

    Lenon, você tem toda razão. Eu lamento muito ver a discussão caminhando para esse lado. Eu comecei agredindo todo o movimento, quando na verdade estava me referindo às poucas lideranças incendiárias que criaram o Mobiliza. Pessoas próximas ao ex-ministro, que carregaram a bandeira do #ficajuca e agora querem unicamente defenestrar a ministra. O José de Abreu obviamente não pertence a esse grupo e muitos dos signatários da carta também não. Mas a intenção foi, sobretudo, alertar os incautos. Tem gente faturando politicamente em cima da assinatura de vocês!!! Não é um simples movimento em prol da cultura brasileira. É um movimento de poder político, de espaço, com comando, articulação e péssimas intenções. Grupo que utiliza de práticas antidemocráticas, como trollagens, ameaças, golpes baixos. Luto por democracia cultural, cuja base é a ética.
    Mas vc tem razão, não há ética nesse ambiente de guerrilha. A única coisa que pude fazer em relação a isso é tornar o mais transparente possível os meus movimentos, para evitar mais especulação em torno das minhas intenções ou posições. Quando erramos o melhor que temos a fazer é assumir os erros. É o que estou tentando fazer.
    Um grande abraço e muito obrigado pela força!

  • valberlucio, 10 de maio de 2011 @ 22:36 Reply

    Querido,Leonardo, venho acompanhado seu trabalho e com muito esmero vejo sua preocupação em tratar a cultura como deve ser, com seriedade e sem bandeiras partidárias e passionalismos globais. Nós daqui do maranhão estaremos sempre com você que de forma autônoma se coloca na defesa dos direitos dos artistas ,produtores e gestores culturais. Conte conosco daqui de São Luis e gostariamos de lhe convidade para os 400 anos de nossa cidade, São Luís do Maranhão. Se possivel nos agraciasse com uma de suas palestras.abraço.

  • Sara Pavan, 11 de maio de 2011 @ 0:23 Reply

    Assustada com o que aconteceu hoje:

    Troca de ofensas entre o Leonardo Brant e o José de Abreu pelo twitter onde eu disse APENAS para elevarem o discurso, assim a Cultura ganharia muito, conforme o que mostro aqui:
    @Sarapavan
    @Jose_de_Abreu @lbcem Elevem o discurso, o Brasil e a cultura ganharão com suas posições.

    O José de Abreu responde:
    @Jose_de_Abreu
    @Sarapavan @lbcem Ameaça de morte? kkkk Usei obviamente sentido figurado. E o verbo no passado. Era assinante de sua revista e lia há anos.

    Eu ainda tento melhorar:
    @Sarapavan
    @Jose_de_Abreu acho que você não entendeu, não disse de ameaça de morte.

    E ele responde:
    @Jose_de_Abreu
    @Sarapavan @lbcem Ele pediu para deixá-lo em paz e vou deixar. Cancelei minha assinatura da revista e vou esquece-lo. Fim.

    Sabem porque isso começou? Porque disse que havia feito um comentário nesta página, como todos podem ver acima, e nesta informação que prestei aos dois:
    @Sarapavan
    @lbcem @Jose_de_Abreu Comentei.

    Olha Leonardo, desculpas, eu sei que você estava tentando elevar o discurso, sei que você é uma pessoa educada, e muito inteligente, mas juro, entendo perfeitamente como se sentiu. Da mesma forma que você não deu entrevista para a CBN, eu também não o acusei de nada para receber a esculhambação que levei.

    Há 7 anos luto, da maneira que posso e que minha grana permite a favor da Cultura. Sempre me engajei, e sei que NÃO merecia tal comentário, principalmente pq o Twitter é uma rede livre, se não aceita o que postam pra você, saia dela.

    Além disso, o que mais me indignou foi o comentário postado pelo mesmo as 00:10 do dia 11 de maio:
    @Jose_de_Abreu Ministra da Cultura pede escolta policial para evitar perguntas e causa tumulto em SP « Radar político – blogs.estadao.com.br/radar-politico…

    Juro, não entendo como alguém pode se vangloriar por isso? BEM VINDOS A LEI DO OLHO POR OLHO DENTE POR DENTE.
    Comemorar porque uma Ministra teve de ser escoltada depois de um debate, que por acaso as pessoas vangloriaram a presença do meu tão amado Zé Celso, mas que por mais que seja um artista genial, sempre se aproveita destas manifestações quando o Teatro Oficina corre o risco de ser perdido para o SBT. Amo o Zé, adoro o Oficina, mas o teatro no Brasil não gira em torno dele. Aos que entendam mal, EU AMO O ZÉ, E NÃO QUERO QUE O OFICINA PERCA SEU ESPAÇO PARA O SBT.

    Sabe, não entendo, faz cultura quem tem cultura, certo? Então, por favor, DIALOGUEM.

    O Brasil é quem perde. Ah.. outra coisa… o tal Zé quer o Ciro Gomes como Ministro, aquele casado com a Patrícia Pillar…

    Ai… deixa pra lá!

    Quero deixar claro, não há como estar 100% feliz com essa gestão, tem muita cosia mal explicadas como milhões de comentários neste site já diz, mas nada justifica a violência e a falta de respeito.

  • Sara Pavan, 11 de maio de 2011 @ 1:16 Reply

    Se uma errata, a campanha do Ciro foi uma brincadeira, cai pq estava tão indignada que não pensei.
    A noite trocando palavras com o Zé de Abreu:

    @Sarapavan
    @Jose_de_Abreu O Estadão não foi aquele que demitiu a Maria Rita Kehl? Ah, tá! Obrigada!

    @Jose_de_Abreu
    @Sarapavan Até ontem os eleitores do Serra faziam campanha pra ela ficar, no Estadão. Agora pularam fora também…

    @Sarapavan
    @Jose_de_Abreu O que não entendo é pq a comemoração por ela ter sido escoltada. Isso é vergonhoso.

    @Jose_de_Abreu
    @Sarapavan Acho degradante para uma artista, ministra ainda por cima. Um vexame.

    (Por favor, vejam a comemoração dele por isso)

    @Jose_de_Abreu
    @Sarapavan Entendo o seu recado. Vc nao entende o meu. Simples assim.

    @Sarapavan
    @Jose_de_Abreu Achei chato, de verdade, fazemos para de um movimento cultural, independente de nossas opiniões.

    @Sarapavan
    @Jose_de_Abreu Também não entendo o pq da campanha a favor do Ciro.

    @Jose_de_Abreu
    @Sarapavan que campanha, aquilo foi um xiste… PelamordeDeus!

    @Sarapavan
    @Jose_de_Abreu me desculpe se entendi mal! Fico feliz por isso.

  • Sérgio Martins da Cruz, 11 de maio de 2011 @ 11:41 Reply

    Leonardo, acredito que você sabe que é impossível responder a todos os ataques a que você próprio e todos que querem transparência na política e no mercado cultural estão sujeitos, mas não se dá o direito de descanso e a consequência óbvia é o desgaste.

    Isso tudo é uma bola de neve que não podemos mensurar onde e como pode chegar.

    Na qualidade de articulador e editor deste veículo, você teria todos os direitos resguardados se quisesse postar seus textos, críticas e anseios e não perder tempo respondendo a gente que não se informa antes de escrever tanta bobagem e de ter que explicar se capta ou não recurso da Lei Rouanet, o que a própria lhe permite.

    Quanto às ameaças do José de Abreu, fique tranquilo, além deste não ter nada de malandro, previsivelmente será contido pela Rede Globo, que não o endosará ou simplesmente permitirá como fez com Odilon Wagner, pois este último pode ter opiniões polêmicas, mas pelo menos conhece os direitos culturais como rege a legislação.

  • Tito, 11 de maio de 2011 @ 16:46 Reply

    Nossa que confusão é essa. Espero que o proximo gestor do Minc saiba dialogar com a classe que ele representa, talvez isso seria o mínimo.

  • André Priedols, 16 de maio de 2011 @ 0:28 Reply

    Não basta termos o Ministério mais frágil do governo, ainda temos que lidar com a falta de entendimento e respeito entre os trabalhadores da cultura.

    Respeito muito o José de Abreu, por não esconder nunca sua opinião política num país onde ser de esquerda é um crime.

    Mas nesse caso, devo dizer que ele me decepcionou.

    Conheci brevemente o Leonardo em alguns cursos e sempre acompanho seus textos, e posso dizer: nunca o vi tentando derrubar alguém usando de sua reputação no meio cultural (conseguida com trabalho duro, sem o auxílio de mídias de massa, etc.)
    Em todos os momentos que ele criticou o ex-Ministro, ele deixou claras as razões, nunca partindo para agressões pessoais ou baixaria, seja aqui no site, seja numa sala fechada onde seria fácil ele cuspir qualquer meia verdade.

    Ver o José de Abreu, do alto de sua reputação, tentar jogar esse trabalho árduo na lama, me deixa triste. Mostra que a política aqui ainda está acima do interesse comum, que ainda vivemos num país preso à tradição do “eu primeiro”.
    O fato de ele trabalhar para a Globo não altera em nada seu direito na hora de se posicionar, mas ele deve saber que “do lado de cá” do mercado cultural as coisas são mais difíceis.

    Colocar em questão a idoneidade do projeto CEM é deprimente. Ainda que tivessem captado o que pediram ao MinC, desafio o José de Abreu a apontar uma iniciativa paralela a esta e que tenha dado tantos frutos.
    Vê-lo jogar com as meia verdades acerca da Lei Rouanet e coisas do tipo para os semi-informados do país, na tentativa de queimar a reputação de uma pessoa como o Leonardo (sempre disposta a auxiliar quem o procura), é para desanimar de vez.

    Sobre o assunto principal, alguém que defende o PT, que já experimentou na pele o que é a baixaria da grande mídia do país, deveria se solidarizar com a Ministra num momento desses, de pura covardia da imprensa.
    Não se trata de se alinhar a ela. Que sejam feitas críticas, mas desde que sejam claras, construtivas, respeitosas e direcionadas.

    Agora, querer nos convencer de que em 5 meses já há motivos para derrubá-la e não querer ser taxado de golpista, é uma contradição.

    O Brasil precisa amadurecer demais na mentalidade política da população, e o desencanto que tive com o José de Abreu nesse caso foi tremendo, pois eu tinha na figura dele alguém para liderar esse tipo de mudança.
    Seria de uma maturidade enorme blindarmos a Ministra contra a baixaria da imprensa, para depois cobra-la até onde acharmos necessário.

    Sonho com o momento em que nessa política (seja cultural, seja qual for) vai chegar nesse estágio.

  • Jose Simoes, 16 de maio de 2011 @ 6:16 Reply

    Prezados

    A palavra ética foi mal empregada nos comentários e no texto que do autor.
    Isso sem falar na “vitimização” como base da argumentação e jusficativa para o discurso e toda a sorte de interpretações…

    Pena.

    por fim…pedindo desculpas aos inocentes ?????
    Isto é, àqueles que não são articuladores e/ou golpistas.
    E vc neste texto encontra-se em qual categoria? Inocente? Articulador? Golpista? Faz-me rir a sua presunção acerca da inocência dos signatários.

    E, assim, a discussão da Cultura segue…

    Jose Simoes (BH/MG)

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