Cuidado com o Juca, que o Juca de pega, te pega daqui, te pega de lá… (Amigos Unidos Patinho Pará)
A matraca do pelotão de fuzilamento contra o Ministério da Cultura, em função da queda da Lei Rouanet, vem sendo acionada sob diferentes circunstâncias, um caldo estridente que insistentemente foge do foco da razão e, com intimidação moral facilmente identificável, tenta reavivar emoções.
OS MANDAMENTOS DO QUE HÁ DE PIOR NO CONSERVADORISMO BRASILEIRO
As torrentes lavras de ódio freqüentemente derramadas pela artilharia pesada têm como alvo específico, o Ministro Juca Ferreira que, profilaticamente, diante do implacável assédio moral, é atacado de forma indiscriminada com o objetivo único de atingir o povo. Um fato que faz com que automaticamente Juca Ferreira se transforme num personagem, um “vilão-do-eixo-do-mal”, no “Juca Brasil”, representando assim, espiritualmente o povo brasileiro, diante da reconfiguração que os bandeirantes-neocons o transformaram, já que não podem atacar frontalmente o povo. O objetivo do cavalo-de-tróia é derrotar o avanço popular na arena cultural. Avanço obtido através das conferências de cultura, com muito debate num processo histórico.
É só lembrarmos do episódio bisonho protagonizado pela “Autoridade máxima da cultura do Estado de São Paulo”, Upa! João Sayad, atacando o sotaque norte-nordeste na mesa de debate sobre a Lei Rouanet promovida pela Folha de São Paulo, um ataque presencial covarde, um lamentável episódio, típico dos paulicentricos, que arrancou gritos de “Bravo!” da “Desvairada Paulicéia helênica” que ali estava de tocaia.
A RETÓRICA DISCURSIVA CONTRA AS FORÇAS E CORRENTES POPULARES
Este não é um fenômeno isolado direcionado somente ao Ministério da Cultura ou à Lei Rouanet, a onda de criminalização das forças e correntes populares, sindicatos, movimentos sociais como o MST etc. tem sido tática e constante. Se não podem atacar crianças sem terra, se não podem atacar mulheres, inclusive idosas, grávidas, trabalhadoras do campo, atacam a sigla e demonizam o MST. Esta é a tática universal dos neocons.
Com ideologia programada, através da grande mídia, absolutamente controlada por eles, transformaram a imagem “Épica” do presidente Lula, durante toda sua trajetória política, na imagem do analfabeto brasileiro que, sordidamente, eles, os inquisidores da cruzada moralista, através de práticas cerceantes, imputaram à sociedade ao longo da história, pois nunca tiveram maior envergadura intelectual para um debate franco sobre o Brasil como nação, e o homem brasileiro como igual. Então, organizam expedições repletas de “homens notáveis” para, durante o revestimento de “debate”, tentar camuflar ataques morais orquestrados e fabricar artifícios moldados para eclodir efeitos de uma ebulição política. Um fiasco!
Hoje existe uma serenidade dentro das quatro linhas do Ministério da Cultura adquirida na praça de guerra, bem diferente daquela que aceitou o “fervor” dos insurgentes do canecão. Hoje, aqueles jorros apoteóticos perderam para a massa que caminha com o Governo Lula. Aquela cólera do capricho “culto” que se denominava de “os nobres mais adiantados da nossa cultura” ficou para a história em alguma página marrom perdida no tempo daqueles retóricos capítulos do lacerdismo tardio. Mas o ambiente na cultura de captação restituída não ficou pacífico, estimadamente quase todos aqueles que tentaram minar qualquer mudança, alinharam-se ao discurso moralista robusto de sofismas do bloco político da oposição, PSDB DE SERRA, DEM/MÍDIA.
Pela proteção de seus privilégios, a mesma habilidade é levada ao último grau e, na tentativa de reverter os ventos adversos, dúzias de homens são convocados e recebem a comenda e a espada de prata da “meritocracia rococó”. A “tribo dos felizes”, para quem o sol brilha com exclusividade, tem propaganda em tempo integral na mídia concubina. Suas armas modernas vão do achincalhamento do jornalismo hooligan ao bacamarte intimidatório do coronelismo cana-de-açúcar.
Envenenar o Governo Lula pelo medo, pela raiva, pelos caminhos mais rasteiros como os de um capitão do mato, é a tática dos “Amigos Unidos Patinho Pará”, uma tentativa interminável de destruir a imagem do Estado.
É nesta hora que os latifundiários da cultura se misturar aos linchadores e, como francos atiradores, aproveitam o espalha-chumbo para dar o tiro derradeiro nas mudanças que detonam os dezenove anos de plantação de seus privilegiados lobbies. Neste mundo dialético dos “altos e cultos” de temática reconfigurada, não cabe a obra do homem brasileiro, de um “Juca Brasil”. A adequação geométrica faz a faxina social com o conceito timbrado de “arte espiritual”, com bastante detergente discursivo e apelo de escassez intelectual.
Sim, isso se transformou numa novela, aonde a “opinião” é encomendada com pouca sinceridade emotiva sem nenhuma sinuosidade humana e sem um ponto claro de carta reivindicatória para a saúde das artes brasileiras. O “Institut Internacional de Coopération Intellectualle” não adere por completo o papel de determinada particularidade que as minorias privilegiadas esperam. Um esquema que não tem lá essa cintura para embocar o “Choro para clarineta e orquestra”. Acostumados à “Duchartre”, a divina corte dos meritocratas tem certa dificuldade em balançar o quadril na hora de tocar o filho do (Lundu característico) de Joaquim Callado. Então, sem opinião diversa que dê sustança de angu-com-carne-seca, na dieta de “unidade primordial”, fica mesmo a de gafanhoto, somente alface!
A grande questão é que, no caso da Lei Rouanet, não se trata de uma guerra de doutrinas, neoliberalismo x socialismo, mas de justiça com receita extraída do suor do povo, aonde a despesa nas mãos exclusivas dos 3% nos devolve ao padrão formal da ciência escravocrata, extrativista e pré-colonial.
Ora, conceber a idéia de uma obra divina (Lei Rouanet) com um duelo falsificado aonde os dados determinantes não aparecem, é conceber de imediato que essa história de primeira, segunda, e terceira fases, é na verdade um percurso estático, esquelético de argumentos que demonstram a dificuldade de explicar o inexplicável, o aplicável na prática republicana em forma constante como deve ser uma definida política pública. Portanto, esta tentativa de manipulação grosseira nada tem de critica. Essa virulência é um insulto a milhares de pessoas ligadas à cultura, principalmente quando afirma que somos manipulados, iludidos por um ministro tresloucado. Se for esta visão que o cangaço corporativo tem do meio cultural brasileiro, então somos todos uma enorme mentira?
A GANÂNCIA X O PENSAMENTO, O ESTADO E A SOCIEDADE.
A cultura é o centro nervoso de um país. Se, durante o aprofundamento da competitividade, o empobrecimento da produção intelectual foi uma das nossas maiores perdas, a regulação ética cobrada pelos novos tempos, tem que ser protagonizada por um estado capaz de propor uma interpretação multidisciplinar como reação à ideologia do totalitarismo neoliberal na vida cultural brasileira.
O limite do discurso do mercado ganancioso é evidente, a miudeza de sua informação traduz pouco ou nenhum progresso científico na área do pensamento frente à realidade vivida pela sociedade brasileira. Vivem de ataques sistemáticos ao governo sem um fundamento que não seja retórico. Falta interpretação capacitada, uma mensagem especializada que o mercado de Lei Rouanet não tem e jamais terá, pois eles não querem desenvolvimento cultural brasileiro, querem tão somente manter seus privilégios.
Aqui vai um link de um bom artigo do Valor Econômico Por Dani Rodrik “A Volta das Políticas Industriais”.
s://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2010/04/13/a-volta-das-politicas-industriais/
Portanto, publicar editoriais anêmicos, tentando levantar os 3% da torcida organizada ante “Juca Brasil” para fazer barulho nas tribunas de honra, (xingamentos de playground) diante da massa cantando emocionada no Maracanã “eu só quero é ser feliz andar tranquilamente na favela aonde eu nasci, e poder me orgulhar e ter a consciência que o pobre tem seu lugar” é não ter mesmo compreensão superestrutural da obra brasileira. s://www.youtube.com/watch?v=Ke8NW-IkNV8
Que o bom humor e a nossa natureza diplomática de convívio harmonioso na geral nos salve da exclusividade selvagem e fria dos camarotes.
Obs. “Amigos Unidos Patinho Pará” era um time de futebol, ainda vivo em minhas lembranças de garoto, comandado pelo técnico e dono do time. Este técnico, um tanto megalomaníaco, chegava sempre aos campos adversários, cantando, fazendo estardalhaço e soltando foguetes com a intenção de intimidar o rival, mas sempre perdia de goleada”.
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