Economia Colaborativa – 3

Por Natalie Assad Feller

 

Compartilhar e colaborar são termos que estão, cada vez mais, presentes no dia a dia, inclusive, nas atividades econômicas, gerando novas maneiras de atuar no mercado e de desenvolver projetos e negócios. Nesse contexto, surge mais um termo, o Crowdsourcing.

Você sabe o que ele significa, como colocar em prática, quais são as formas e plataformas disponíveis? Se você deseja aprender tudo sobre o que é Crowdsourcing, continue lendo este artigo.

O que é Crowdsourcing

“Crowd”, em inglês, significa multidão e “source”, fonte ou recurso, podendo ser traduzido até mesmo como terceirização. Assim, a expressão Crowdsourcing pode ser entendida como terceirização coletiva, pois existe uma multidão de pessoas sendo usada como recurso.

Essa é a ideia de muitos projetos, como o Waze e a Wikipedia, dois ótimos exemplos do termo. Afinal, ambas as plataformas são construídas com base na inteligência coletiva de milhares de pessoas.

A maior enciclopédia virtual que o diga. Em uma década, foi alimentada por mais de um milhão de colaboradores de 200 países. Portanto, o crowdsourcing tem o objetivo de juntar um imenso número de indivíduos talentosos com uma habilidade ou conhecimento.

Além disso, embora não seja uma regra, essa expressão designa projetos que beneficiam um grande número de pessoas, pois é uma forma de solucionar problemas com baixo custo. No entanto, mesmo empresas lucrativas podem aderir a essa forma de desenvolvimento.

Como funciona na prática

Veja como funciona o crowdsourcing na prática e de forma resumida, quando aplicado a um projeto ou negócio:

  • Novos conhecimentos a baixo custo;
  • Solução de problemas do dia a dia;
  • Oferta de serviços 24 horas;
  • Diversidade, inovação, criatividade e disruptividade;
  • Criação de conteúdo que é gerado pelos próprios usuários;
  • Desenvolvimento de novos produtos e serviços em comunidade.

O crowdsourcing também pode acontecer por meio de um concurso em que o vencedor recebe um prêmio e a sua ideia é a utilizada. 

O que não é Crowdsourcing

Vale a pena dizer que, embora se assemelhem, o crowdsourcing não é co-criação ou crowdfunding. Esses termos podem se confundir porque todos fazem parte da economia colaborativa. 

Assim, o primeiro, é quando fornecedores, colaboradores e clientes se associam a um projeto ou negócio para agregar inovação. Já o segundo é o também chamado financiamento coletivo, em que as pessoas investem financeiramente em um projeto pelo qual se interessam.

Dicas para adotar o Crowdsourcing

Mesmo que os exemplos mais famosos de crowdsourcing se refiram a grandes marcas e sites, na realidade, é uma ideia que mesmo pequenas e microempresas podem aderir. Afinal, o conceito pode ser aplicado a qualquer tipo de empreendimento.

Claro, esse negócio deve estar aberto à inovação proporcionada pelo crowdsourcing, uma vez que se trata de uma forma não hierarquizada de trabalho. Desse modo, o termo combina com empresas que desejam investir em mentes pensantes e criativas que quebram paradigmas.

Além disso, pode ser preciso buscar uma plataforma de crowdsourcing para que esse trabalho em conjunto seja executado.

Eu tenho inclusive utilizado crowdsourcing para criar nosso roteiro de cada episódio no Podcast que apresento junto com a Fabi Saad , Mulheres Positivas. Num google groups, escrevo a convidada da vez e o tema que iremos abordar, e as integrantes enviam sugestões de perguntas.

Plataformas de crowdsourcing

Veja alguns exemplos a seguir:

We Do Logos: os profissionais da plataforma realizam projetos conforme as indicações do cliente, que escolhe o que preferir, no estilo concorrência criativa;

Creative Commons: plataforma que busca arquivos licenciados para compartilhamento de conteúdo, como vídeos, artigos e fotos, de maneira gratuita;

Crowdtest: serve para empresas que desejam testar um aplicativo que desenvolveram, sendo que os usuários da plataforma podem testá-lo e encontrar possíveis problemas;

Kaxola: qualquer pessoa que tiver uma super ideia para uma publicidade pode divulgá-la e os interessados podem adquiri-la ou se inspirarem.

 


contributor

Natalie Assad Feller é empreendedora e especialista em Economia Colaborativa. Empreende plataformas (on/off) colaborativas e inovadoras para gerar renda e inclusão. É fundadora de uma plataforma de Crowdfunding e um espaço de Coworking.

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