Coligação, que defende mudanças nas leis de propriedade intelectual, precisava de 4% dos votos, mas não conseguiu nem metade disso. O Partido Pirata da Suécia (Pirate Party) não conseguiu repetir o sucesso obtido na última eleição ao Parlamento Europeu. Neste ano, na votação promovida no último domingo, teve menos de 1,4% da preferência dos suecos aptos a participarem.

Assim, a legenda foi incluída no grupo dos “outros partidos”, os quais, juntos, não chegaram ao índice mínimo exigido de 1,4% para terem seus votos contabilizados separadamente – especula-se que os piratas receberam apenas metade disso. Na Suécia, para conseguir uma cadeira no Parlamento Europeu, deve-se ter, pelo menos, 4% dos votos válidos.

Em sua campanha, o Partido Pirata destacou assuntos como a reforma da lei de copyright, a eliminação do sistema de patentes e a proteção à privacidade do cidadão. O resultado, no entanto, não foi o esperado, afirma o comunicado no blog oficial. Ano passado, a coligação obteve 7,1% dos votos, ajudada pela atenção que o processo contra o Pirate Bay – site de compartilhamento de arquivos torrent – teve na mídia.

Dessa vez, entretanto, diz o texto postado, outros partidos se esforçaram para que o tema da privacidade não entrasse nas pautas do debates. Para alterar esse contexto, o Pirate Party tomou atitudes provocadoras, como hospedar o WikiLeaks e oferecer banda gratuita ao serviço, especializado na publicação de documentos secretos. O mesmo foi oferecido ao Pirate Bay.

Não foi o bastante. Ainda assim, o partido tem planos de se fazer presente nas eleições gerais do país e na do Parlamento Europeu, em 2014. Outro plano é o de ajudar na apelação em favor dos quatro condenados no caso do Pirate Bay, cujo julgamento será em 28 de setembro.

* Com informações da IDG Now!


contributor

Atriz, pós-graduada em gestão da cultura.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *