O orçamento da produção de um filme médio nacional gira em torno de R$ 5 milhões, segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo. Produtora de “Flores Raras” (custo de R$ 13 milhões), Lucy Barreto, que acalenta o projeto desde os anos 1990, afirma que as despesas de produção subiram “absurdamente” e há diversas explicações.

Uma delas seria a incompreensão em relação ao papel do cinema como disseminador de cultura. “Eu quero colocar música no filme, mas você não tem ideia dos preços. Querem fortunas para ceder uma música, e ainda apresentam os preços em dólar. Poderiam facilitar essas cessões, porque é assim no mundo todo. Os americanos, por exemplo, sabem que o cinema vende o país deles pelo mundo, e toda a cultura deles, por extensão”, afirmou ao jornal. 

De acordo com o presidente da Agência Nacional do Cinema (Ancine),  Manoel Rangel, a elevação de custos está em consonância com a realidade geral do país, na qual os salários cresceram e há uma escassez de mão de obra especializada. “Mas o orçamento médio ainda gira em torno de R$ 4, R$ 5 milhões”, analisa.

O mais caro dos filmes em produção, “Amazônia, Planeta Verde”, chegou ao histórico patamar de R$ 26 milhões (mas, desse total, R$ 22 milhões são de outras fontes que não o Estado brasileiro).

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*Com informações do jornal O Estado de S. Paulo


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