Nos últimos 10 anos, o rádio vem perdendo público e poder de penetração, de acordo com pesquisas do Ibope e da Ipsos/Marplan. Em 2003, o índice de audiência nacional era de 16,82%, entre março e maio em nove mercados pesquisados (cerca de 300 emissoras). No ano passado, teria caído para 15,47%, no mesmo período.

Foto: bkatnukiA penetração entre os brasileiros diminuiu, de 82% para 73%, comparando o primeiro trimestre de 2008 e o primeiro trimestre de 2012. Os números foram apresentados em reportagem do jornal Valor Econômico, que levanta o debate sobre uma transformação no atual papel do rádio.

“Quando a televisão chegou ao Brasil [década de 1950], estava tateando no escuro. Havia a parte técnica pronta, mas a programação ainda estava sendo construída. Precisava encontrar uma linguagem e ela apropriou-se da linguagem radiofônica. Seu início foi um rádio passado na TV. Até que ela encontrou o seu caminho. Acho que o momento que o rádio vive hoje é mais ou menos como esse”, afirmou Nair Prata, pesquisadora na Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop).

“Radiomorfose” é o neologismo usado por ela para definir o período de modificações, inspirada na expressão “mídiamorfose”, do teórico americano Roger Fidler. “Qual seria o papel do rádio para esse jovem da geração digital? Ele ouve rádio como nós das outras gerações [analógicas] ouvimos?”, indaga Nair. A resposta mais comum entre os pesquisadores tem sido “não”.

“É como se o ouvinte se tornasse um usuário”, afirma Álvaro Bufarah, professor da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap). “Uma coisa é ‘eu não gostei, e troco de emissora’. Outra coisa é eu mandar um SMS ou enviar um e-mail questionando a fonte, mandar foto de buraco”, diz, referindo-se a situações já bastante frequentes em algumas rádios.

Clique aqui para ler a íntegra da reportagem.

*Com informações dos jornal Valor Econômico 

 


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