Reportagem do jornal americano The New York Times mostra que novas plataformas da internet, como a Artists Wanted, cuidam de um contingente cada vez maior de pessoas que se consideram criativas e acham que existe um mercado para o seu trabalho fora da rede de galerias e marchands que dominam o comércio de arte e design.
Usuários e fundadores desses sites falam não apenas em ganhar dinheiro, mas também em democratizar a cultura. William Etundi Jr., fundador e diretor-executivo da Artists Wanted, lucra em cima dessa massificação permitida pela tecnologia.
O executivo fundou o site há quatro anos, com Jason Goodman, que também criou o Third Ward, coletivo de artes e design no Brooklyn, em Nova York, onde Etundi, hoje com 33 anos, produzia eventos.
Eles sediavam reuniões e competições artísticas, em parceria com outras empresas. Quando 60 mil usuários se registraram e permaneceram fiéis, Etundi enxergou uma oportunidade maior. Em fevereiro, eles captaram US$ 1,5 millhão de investidores. A ideia, segundo Etundi, é “inspirar as pessoas criativas a executar trabalhos que elas não criariam de outra forma, dar a elas um público, conexões e prazos, através de competições.”
Em sua expansão, o Artists Wanted, que agora tem uma equipe de 14 pessoas, planeja promover quatro concursos por ano, nos quais a comunidade do site escolhe os melhores concorrentes em ramos como arte, fotografia e moda, reservando a si o direito de apontar o vencedor.
Seu plano de negócios mistura serviços gratuitos e pagos, permitindo aos usuários que exibam seu trabalho de graça, mas cobrando por um uso mais profundo — como US$ 25 por hospedar o portfólio do artista. Seus visitantes quintuplicaram de 41 mil em janeiro para 298 mil em abril, e o faturamento já é uma realidade — US$ 1,3 milhão no último ano, mas, segundo Etundi, ainda no vermelho.
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*Com informações do site do jornal O Globo