Foi lançada nesta quarta-feira (30/11), na Assembleia Legislativa de São Paulo, a Frente Parlamentar em Defesa da Cultura, que tem como principal objetivo ampliar os recursos para a Cultura no estado, para que as manifestações populares ganhem mais destaque e reconhecimento.
A frente foi articulada a partir da iniciativa da deputada estadual Leci Brandão (PCdoB), que vem atuando nas periferias, promovendo debates sobre a cultura popular. O Mais Cultura na Cidade, como foi batizada a iniciativa, já ocorreu em quatro locais: na Casa de Cultura do M’Boi Mirim, na comunidade de Taipas, na quadra da escola de samba Vai-Vai e em Cidade Tiradentes.
Leci lembrou de sua origem humilde e que, por isso, sabe da necessidade de se criar novos espaços para a cultura popular. “Vamos lutar para que o orçamento da Cultura seja pelo menos dobrado, a partir de emendas no orçamento. Tudo é muito pequeno quando se trata de cultura. Por isso, estamos batalhando muito para que iniciativas como os pontos de cultura, do Programa Cultura Viva, ganhem legislação específica, no estado”, declarou Leci Brandão ao site Vermelho, referindo-se ao programa iniciado pelo Ministério da Cultura, no governo Lula.
A frente será formada por 32 parlamentares de diversos partidos: PSB, PDT, PMDB, PT, PTB, PSOL, PRB, PV, PSDB, além do PCdoB.
“Além de ampliar o orçamento da Cultura, é preciso democratizá-lo. Temos recebido muitas demandas dos movimentos urbanos como hip-hop, mas também culturas mais tradicionais como as ribeirinhas, quilombolas, caipiras. Só há recursos para grandes nomes. É preciso levar recursos também para os pequenos, mas não menos importantes grupos”, explicou o deputado Simão Pedro (PT), presidente da Comissão Permanente de Educação e Cultura da Alesp, que integrará a Frente Parlamentar em Defesa da Cultura.
Simão disse que uma das possibilidades é a criação de um novo fundo estadual para a Cultura, além do Programa de Ação Cultural (Proac). Atualmente, segundo o parlamentar, somente 0,7% do orçamento do estado é voltado para o setor da cultura, totalizando investimento de R$ 700 milhões, sendo uma parte para a TV Cultura, outra para a Virada Cultural e outra para a Escola Paulista de Dança (que detém quase um quarto de todo o recurso da Pasta estadual).
*Com informações do portal Vermelho