A nova ministra da Cultura, Ana de Hollanda, já tem pelo menos três nomes-chave da pasta definidos.
Hollanda, que passou a semana em Brasília, fazendo a transição, formalizou ontem os primeiros convites para sua equipe. Três dos convidados já disseram sim.
Um deles é o ator Antonio Grassi, articulador do nome da cantora para o ministério ocupado por Juca Ferreira. Grassi voltará à presidência da Funarte.
A escolha não deixa de ter certo sentido simbólico: Grassi, em 2007, fora demitido da Funarte pelo então ministro Gilberto Gil. À época, Gil, que pertencia ao PV, disse ter sofrido pressões do PT em decorrência da mudança na Funarte. Hollanda, cabe lembrar, foi o nome apresentado pelo PT à presidente eleita Dilma Rousseff.
Pelo que o jornal Folha S.Paulo apurou, o braço-direito da ministra na Esplanada dos Ministérios será o gaúcho Vitor Ortiz, escolhido para o posto de secretário-executivo, cargo ocupado por Ferreira durante a gestão de Gil.
Ex-secretário da Cultura de Porto Alegre, São Leopoldo e Viamão, Ortiz foi diretor da Funarte (à época em que Grassi e Hollanda estiveram na instituição) e da Bienal do Mercosul. Ele foi também um dos responsáveis pela elaboração da Agenda 21, documento usado como referência para a cultura junto à Unesco. Atualmente, era gerente regional da TV Brasil no Rio de Janeiro.
Desmentindo o boato de que haveria uma espécie de expurgo na pasta, a ministra manterá, na Secretaria de Fomento e Incentivo, Henilton Menezes, nomeado no início de 2010 para o cargo.
Menezes tornou-se conhecido no meio cultural pelo trabalho que realizou à frente da gerência de Cultura do Banco do Nordeste (BNB). Sob sua tutela está uma das áreas mais sensíveis do MinC: a dos projetos que utilizam a lei Rouanet.
A transmissão de cargo do MinC está marcada para a próxima segunda-feira, no Museu da República, em Brasília. Na ocasião, Ferreira passará o bastão para Hollanda. A intenção da ministra é, nesse dia, anunciar os principais nomes de seu secretariado.
* Com informações do jornal Folha de S.Paulo.