them-crooked-logo1
Esses dias li uma entrevista feita em 2001, que parecia ter sido feita por esses dias: “Indústria fonográfica reclama da pirataria e prevê extinção do mercado”. Um assunto polêmico, mas não temos como brigar com o download, se o preço de um CD, ou de um Blu-ray disc, é tão alto.

Claro que a indústria fonográfica inovou com outros produtos, como o streaming, que funciona como uma “rádio” que toca o que você quer com conteúdos exclusivos e pagos, tentando se adaptar. Mas, não tem como frear o compartilhamento de dados. Mesmo se vivêssemos na época da fita cassete, tem como não deixar a sua tia copiar a fita que sua mãe tinha comprado?

A Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), uma entidade setorial, estima que 95% dos downloads de música em todo o mundo são ilegais. Acontece que aprendemos a compartilhar antes de aprender a comprar um arquivo de música da internet.

Mesmo com esse número, ouviu-se a notícia de que um quarto de toda a receita da indústria fonográfica vem dos canais digitais. As gravadoras têm lutado para compensar o declínio acentuado na venda de CDs ao longo dos últimos 10 anos, mas essa luta não é pela concorrência. Eles falam em mercado e se justificam nos direitos autorais. E ainda assim ouvimos dizer que os artistas costumam ganhar mais com show do que com a venda do CD.

Declínio

A IFPI diz que as vendas de música física caíram 16%, chegando ao lucro de US$ 11,6 bilhões. O crescimento das vendas digitais desacelerou 12%, lucrando US$ 4,2 bilhões.

Como contraponto, vamos a análise de Ethevaldo Siqueira, em sua matéria publicada pelo Estado de São Paulo, no dia 07/03/2010, “Como será a indústria de música do futuro?”. Ele considera como causa do declínio da indústria da musica a digitalização e a internet, diz que elas mudaram radicalmente os paradigmas do mercado, e que é  a internet que inviabiliza a indústria da música como a conhecemos (os mercados mudam com as tecnologias, não?). Eis um trecho de seu texto, que critica a indústria da música ao mesmo tempo que condena nós os piratas:

“(…)Diante das profundas inovações ocorridas, as gravadoras parecem nunca ter levado a sério o salto representado pela tecnologia digital. Míopes como tantas outras indústrias que se extinguiram, elas não perceberam os riscos do novo cenário. Não souberam atualizar seu modelo de negócio nem renovar seus conteúdos. Pelo contrário, mantiveram seus preços nos patamares mais elevados, sem perceber que, com a internet, qualquer pessoa poderia lançar na rede todos os tipos de conteúdos (música, vídeo, livro ou software), incentivando milhões de internautas espalhados pelo mundo, em especial, as novas gerações, a baixar todos os tipos de conteúdos sem pagar um centavo aos seus autores e distribuidores. (…)”

“(…)Não se surpreendam se surgir amanhã no Brasil uma organização com a sigla MSC (o Movimento dos Sem Conteúdo), que defenderá o direito de invadir e saquear sites e bibliotecas virtuais para redistribuir suas obras gratuitamente pela web. Seus representantes se julgarão paladinos da “democratização dos bens culturais”. E não duvido que tudo isso seja apoiado e defendido por políticos populistas contrários a qualquer forma de “criminalização dos movimentos sociais”, por mais criminosos que sejam.”

Como aqui é um blog, de discussão, eu venho dar minha opinião, como consumidora de muita música. Concordo em algumas coisas que Ethevaldo (clique no nome e leia o texto) diz no primeiro parágrafo da citação, só no primeiro parágrafo (o segundo parágrafo é terrível e eu critico no final do texto, porque é mais legal). Talvez as gravadoras tenham subestimado as novas tecnologias e os consumidores, aumentando o preço de seus produtos e mantendo no mesmo formato, mas quem nunca baixou uma música, um arquivo, um PDF, uma foto, uma informação? A tecnologia vem e fica, não tem tudo vai ser como era antes.

Ou então vamos começar a queimar os Macintoshs e os programas que facilitaram a gravação de música – hoje não é preciso muito para gravar um bom disco (estou falando de tecnologia, o talento ainda é mais que necessário). Nem é preciso muito para divulgar um artista. Plataformas e mídias sociais fazem bem este trabalho. Claro que a sua música não vai ficar tocando um trilhão de vezes na rádio e em outras mídias, e você não vai ter muita grana e protagonizar escândalos, ou ser diretor de criação da Polaroid, como tem sido a vida e agenda da cantora pop Lady Gaga.

Inventem, criem novas formas de ganhar dinheiro, e parem de dizer que baixar arquivos é o problema total. É só um fato consumado. E que dificilmente poderá ser revertido. A não ser que as punições sejam impostas, como Ethevaldo imaginou um cenário do MSC, eu fico imaginando outro cenário em que as pessoas cumpram penas de 30 anos em prisões porque baixaram 20 mil músicas em sites diferentes e não deixaram a industria lucrar o que deveria ter lucrado. Já pensou no absurdo?

Não tem como voltar a velha estrutura. Usando um argumento de Ethevaldo, que me serve para dar fundamento: “(…) Enquanto não encontrar um modelo de negócio totalmente diferente para sobreviver, a indústria da música só tende a agravar sua crise. A rigor, já vivemos esse período de transição entre a velha indústria do audiovisual e a indústria do futuro. A Apple criou o iTunes, software e site que permitem a internautas comprar até uma única faixa dos melhores CDs por US$ 1. A Nokia desenvolveu o sistema Comes with Music, com celulares que dão direito a seus usuários de baixar, sem nenhum custo, literalmente milhões de músicas. Dezenas de sites comercializam música, com diferentes modelos de negócio(…).”

Depois eu vou colocar uma matéria com previsões para a indústria da música, que fizeram, não eu. Quem tiver mais dados, opiniões divergentes ou viva de música, deixa recado aí. E já que falamos de tanta música, essa matéria é para ser ouvida com Them Croocked Vultures, banda incrível, formada pelo Josh Homme, do Queens of the Stone age (banda demais também), Dave Grohl, ex-Nirvana e vocalista do Foo Fighters e John Paul Jones , ex-Led Zeppelin, aliás, a imagem acima do texto é do disco deles.

Ps: Pessoas, leiam opost com calma. Eu estou criticando o texto do Ethevaldo. Entra no blog dele, leia. Eu faço e sou a favor do download. Vamo que vamo!


contributor

Repórter. Escreve sobre pessoas, convergência e cultura.

37Comentários

  • gil lopes, 23 de março de 2010 @ 11:11 Reply

    É isso mesmo Luana, vc encerra a matéria projetando o resultado de tudo que vc relatou. Dá nisso, dá em Croocked Vultures…seu artigo fica bem mesmo ouvindo isso. Mas pode haver um mundo além disso também.
    Esse papo de modelo de negócio ja deu…fala sério…”modelo de negócio?”, vamos reinventar o capitalismo, a economia? O que é modelo de negócio? Nada, reflita.
    É incrível observar o avanço tecnólogico e imaginá-lo um fatalismo. Nunca se pergunta: mas afinal de onde veio essa joça? Quem financiou isso? E para que.
    Modelo de negócio, francamente…
    A indústria da música no mundo tem hegemonia anglo americana, alguma dúvida? Imaginar que foram pegos de surpresa e sem capacidade de resposta é tão ingênuo como achar que vão tomar de assalto a Casa Branca. A história da carochinha repetida milhares de vezes que uns gênioszinhos americanos, claro, da noite para o dia descobriram a pólvora e com isso derrotaram uma indústria que movimenta dezenas de bilhões de dólares e com a força de cultura, a arma do nosso tempo, beira ao ridículo nos dias de hoje. Mas continuam repetindo e apostando na “tese”…argh….
    A indústria da música foi pioneira, isso sim, ampliou seus lucros durante a década de 90 democratizando o poder criativo e…acabou com o negócio e criou outro, só dela.
    O avanço tecnológico e arma de Poder. Foi assim com o advento da MTV e é assim agora, com muito mais profundidade e contundência, uma contundência atômica. Veja o que ocorreu no nosso mercado de música por exemplo…debacle total , e as repercussões disso?
    Muda o som Luana.

  • gil lopes, 23 de março de 2010 @ 11:20 Reply

    O mundo bandido, pirata, sem cidadania pode ser uma utopia…porque não? É tudo que sonharam para a América Latina…podemos também, radicalizando, abrir as grades de todas as prisões, acabar com elas…podemos sonhar do jeito que preferirmos…ao som de Imagine por exemplo, eheheh…Podemos imaginar um mundo sem punições onde todos tivessem acesso a tudo que necessitassem ou que “baixassem” o que for, quando quisessem. Um mundo do querer, basta querer e …baixar…o que for…que tal?
    Podemos pirar também, jogar tudo isso fora e ir para o campo. Podemos o que quisermos. Será?
    Bem, quem não tem poder nem tempo pra ficar imaginando mundo pirata quer saber de ter luz, gás, comida na mesa, água encanada, escola para as crianças, creches, segurança para andar nas ruas e fazer seus comércios, hospitais, enfim, quem quer viver num mundo cidadão que mais é acabar com pirata, com quem desestabiliza essa ordem.
    Mas tem mundo pra todo mundo, o pessoal que baixa a vontade pode se fartar, mas também não tem emprego.

    • Luana Schabib, 23 de março de 2010 @ 12:26 Reply

      Gil, o artigo é para isso mesmo, ouvir opiniões. Ingênuo o capitalismo não é, mas ele também não é perfeito, onisciente, imutável, eterno. O capitalismo é pretensioso. Acha que sabe de tudo. Já era a indústria da música viver só de venda de disco. Quem conseguirá barrar o download? Essa é a discussão. Não é sobre abrir cárceres, sobre como punir estupro. Fácil é comparar modelos de negócios antiquados e projetar suas conseqüências e fatos em todas as relações humanas. Quanto ao som eu não mudo, não.

  • Tatiana Samper, 23 de março de 2010 @ 14:08 Reply

    Resposta: depende pra quem. Bandido pra indústria que ainda se mantém conservadora na sua atuação de mercado e Mocinho pra indústria que se interessa pela renovação e pro consumidor maroto que vem pirateando desde o tempo do k7 no rádio. Arte é propriedade pública e direito autoral é reconhecimento. Não? Fim de papo! Assunto encerrado.

    Essa relação indústria – comércio – consumidor qdo entra em colapso, não é mais do que uma consquência esperada do capitalismo e eu realmente espero que ele mude. A própria industria criou teconologias de pirateação, que são usadas domesticamente.

    Vamos falar de religião e os problemas que ela causa? Vamos falar da necessidade ou desnecissdidade de controle do Estado sobre as famílias? Esqueçam a indústria e o capital.

  • gil lopes, 23 de março de 2010 @ 15:26 Reply

    ótimo…adorei…vou preparar minha resposta

  • gil lopes, 23 de março de 2010 @ 15:27 Reply

    Pra já: música é artigo 26 e teatro é artigo 18 …o que queremos? Se a música foi bombardeada com a Nova Cultura, como vamos projetá-la? Queremos projetá-la?
    Luana, muda o som…ou não.

  • gil lopes, 23 de março de 2010 @ 15:28 Reply

    Nossa questão é observar o acontece na indústria da música e perceber as consequências no âmbito da nossa criação, produção e geração de riquezas.
    Barrar o download? De jeito nenhum, o avanço tecnológico como a palavra dia, é avanço. Essa também não é questão Luana.
    ( portanto o que a gente tem que ver primeiro é: qual é a nossa questão?)!!!

  • gil lopes, 23 de março de 2010 @ 15:31 Reply

    Não há porque se apressar em definir a discussão sem saber qual é a questão primeiro. Não há discussão em barrar o download, mas sim como vamos absorvê-lo, de que maneira nos colocaremos no mundo da Nova Cultura. Ninguém quer andar pra trás ( minto, tem sempre gente que preferia voltar …mas esses já perderam).

    • Luana Schabib, 23 de março de 2010 @ 15:45 Reply

      Pois é, Gil. O download é fato, consumado. Não deve ser punido com veemência. No texto eu defendo isso, de que o download não é o problema da indústria fonográfica. aliás, com este post, eu quis chamar a discussão esse ponto, usando como contra-ponto o texto do Ethevaldo, do Estadão.

  • gil lopes, 23 de março de 2010 @ 15:31 Reply

    Barrar o download? De jeito nenhum, o avanço tecnológico como a palavra dia, é avanço. Essa também não é questão Luana.
    ( portanto o que a gente tem que ver primeiro é: qual é a nossa questão?)!!!

  • gil lopes, 23 de março de 2010 @ 15:32 Reply

    A questão da Nova Cultura impõe uma Nova Ordem. Como vamos projetar a Nova Ordem? OU melhor, como ela vem sendo gestada no mundo e entre nós? O que pretendemos com as repercussões da Nova Cultura? O que faremos com nossa música diante da nova forma de criação, circulação e produção de riquezas, num mundo capitalista? Vamos mudar o mundo ou vamos operar com ele? Quais as forças? O que temos e o que pretendemos.

  • gil lopes, 23 de março de 2010 @ 15:37 Reply

    Nossa questão não passa por qualificar o capitalismo, nem classificá-lo. Essa não é nossa questão, mas se for então a discussão será outra.

    • Luana Schabib, 23 de março de 2010 @ 15:51 Reply

      O post tem objetivo de criticar a insistência da mídia (e dos interesses que ela representa) em culpar o meio, a tecnologia, pelo déficit de lucro de um modelo de negócio.

  • gil lopes, 23 de março de 2010 @ 15:38 Reply

    capitalismo é um modo de produção e portanto não acha nada, nem se acha

  • gil lopes, 23 de março de 2010 @ 15:38 Reply

    O capitalismo não é pretensioso, as pessoas podem ser pretensiosas

  • gil lopes, 23 de março de 2010 @ 15:40 Reply

    é bacana o som dos Abutres…mas e daí né? …). Eu adrei seu artigo Luana, é meu assunto e vc foi nas fontes certas, a IFPI é o caminho, no site deles vc vai encntrar as melhores informações.

  • gil lopes, 23 de março de 2010 @ 16:07 Reply

    Não falamos de preços, preço de CD? Há muitos preços, depende…no lançamento era um preço, depois mudava, e as promoções…um CD tem muitos preços, sempre tiveram…mas falam ds preços do CD…como se houvesse apenas um…francamente…porque os musicais americanos recebem incentivo fiscal no Brasil.
    o curioso é notar que a indústria não se defende, não vem a público debater esses assuntos, e porque?
    Eu quero saber quando é que um Ministro da Cultura será do PT, ou do Psdb, ou ainda do PMDB.
    Eu quero saber quando é que o Brasil vai ter sua música abrindo a Copa do Mundo de Futebol.
    Eu quero saber pra quando será a digitalização da música brasileira.
    Eu quero saber porque a musical da Broadway tem incentivo fiscal no Brasil.
    Eu vou ficar querendo…

  • gil lopes, 23 de março de 2010 @ 16:26 Reply

    download só vira problema para a indústria da música quando ele se transforma em “baixar” música sem pagar.
    Nos mercados da periferia como o nosso eles cumprem um outro papel, o de desorganizar e produzir miséria.
    Nos mercados principais, o anglo americano, onde se produz a Ordem, ele é enfrentado e discutido.
    Há várias propostas e uma delas é a punição para quem rouba o produto alheio através da nova tecnologia disponível. Vai demorar um tempo ainda para que as legislações se adaptem, mas que o Sistem tem que produzir a ordem não se discute mais.
    Como a invasão dos morros cariocas, alguém discute?

  • gil lopes, 23 de março de 2010 @ 16:27 Reply

    Download só vira problema para a indústria da música quando ele se transforma em “baixar” música sem pagar. Nos mercados da periferia como o nosso eles cumprem um outro papel, o de desorganizar e produzir miséria.

  • gil lopes, 23 de março de 2010 @ 16:37 Reply

    o download só vira problema para a indústria da música quando ele se transforma em “baixar” música sem pagar

  • gil lopes, 23 de março de 2010 @ 16:38 Reply

    Nos mercados da periferia como o nosso eles cumprem um outro papel, o de desorganizar e produzir miséria. Nos mercados principais, o anglo americano, onde se produz a Ordem, ele é enfrentado e discutido.

  • Carlos Henrique Machado Freitas, 23 de março de 2010 @ 17:37 Reply

    E não duvido que tudo isso seja apoiado e defendido por políticos populistas contrários a qualquer forma de “criminalização dos movimentos sociais”, por mais criminosos que sejam.”

    Estas declarações Luana são um perigo!
    movimentos sociais criminosos?
    quais são, e porque são Luana?
    gostaria se não for incomodo te pedir para ser bem clara.
    Abraços

    • Luana Schabib, 23 de março de 2010 @ 21:13 Reply

      Carlos Henrique, leia com atenção o texto e veja que isso é a declaração que o Ethevaldo, do Estadão fez. Não EU. Aliás, foi o meu motivo de escrever o post.
      coloquei aspas bem claras e expliquei. é só ler o texto com atenção. veja a explicação:

      “Como contraponto, vamos a análise de Ethevaldo Siqueira, em sua matéria publicada pelo Estado de São Paulo, no dia 07/03/2010, “Como será a indústria de música do futuro?”. Ele considera como causa do declínio da indústria da musica a digitalização e a internet, diz que elas mudaram radicalmente os paradigmas do mercado, e que é a internet que inviabiliza a indústria da música como a conhecemos (os mercados mudam com as tecnologias, não?). Eis um trecho de seu texto, que critica a indústria da música ao mesmo tempo que condena nós os piratas:”

      fui clara?

    • Luana Schabib, 23 de março de 2010 @ 21:15 Reply

      Entendeu Carlos?
      é só ler que é uma citação. ver com atenção.

  • Leonardo Brant, 23 de março de 2010 @ 18:18 Reply

    Desculpem. A Luana não merece esse assédio moral. Ela colocou uma questão em discussão, propôs um debate. Mas a agressividade dos comentários e o volume deles assusta não somente Luana, mas a mim e aos demais membros da rede. Vamos discutir, contrapor ideias. Escrevam artigos, proponham discussões, mas sem perder a ternura. Se estivermos numa democracia, as ideias nunca serão perigosas. Serão apenas ideias. Concorde ou discorde. E bola pra frente! Abs, LB

  • gil lopes, 24 de março de 2010 @ 10:24 Reply

    Calma gente…de fato às vezes o texto escrito parece denotar agressividade, mas convenhamos…Luana além de ser uma espetacular companheira com seus comentários sempre ilustrativos e informativos, fez nesse caso um comentário sensacional. De minha parte dos melhores, porque enfoca bem a questão, usa fontes de dados confiáveis e coloca questões de muita pertinência. O debate advém exatamente pela consistência do que ela nos traz e a oportunidade de cotejar princípios e idéias que não são exclusivos de nós mas que fazem o contexto da discussão que é pública e está, na minha opinião bem menos do que deveria, na sociedade.
    Mas é uma ótima oportunidade de colocar luz no assunto….o que não impede a gente, com carinho e porque não, de gozação, pedir pra Luana: muda o som?…ou não…mas vamos ao assunto…sem crises.

  • gil lopes, 24 de março de 2010 @ 11:51 Reply

    Não entendi foi o patrulhamento do Carlos, qual é o perigo que ele se refere, isso sim seria bom a gente saber. Muita gente acha que determinados “movimentos”que se apresentam como sociais são na verdade criminosos, por exemplo a invasão de fazendas no Norte com depredação. Mesmo que elas sejam propriedades discutíveis, esse tipo de manifestação passa para a sociedade como criminoso, sobretudo pela violência empregada. Portanto não é nada demais se referir a políticos populistas que dão suporte a determinados “movimentos” que podem ser percebidos como criminosos. Qual é o perigo? Eu hein…
    No nosso caso, penso que a análise do jornalista é correta até um certo ponto, quando ele conclui fica ruim. O que é interessante é a maneira , aqui sim pretensiosa, que alguns se utilizam para avaliar o desempenho da Indústria, e que indústria! Parece que são uns idiotas, desenformados, pegos de surpresa…que ingenuidade. Qual o interesse em bater nessa tecla? A que serve isso? Foram pegos de surpresa, não se deram contas…ora, francamente…é preciso estudar mais um pouco essa indústria, chamá-la de obsoleta e jogar areia nos olhos. É preciso abrir o olho.
    E viva vc Luana, que tem nome bonito. oi skindô oi skindô…

  • gil lopes, 24 de março de 2010 @ 13:38 Reply

    de quem é a imagem que ilustra o comentário? quem é o autor?

  • Carlos Henrique Machado Freitas, 24 de março de 2010 @ 18:04 Reply

    Ok Luana 1000.000 de desculpas, vc tem total razão.
    beijão!

  • Christian, 27 de abril de 2010 @ 18:59 Reply

    Bem…

    Eu faço parte de uma banda que foi fundada em 2002, e que lançou um CD em 2006.

    Portanto, começamos na fase pré-popularização do MP3 e lançamos o nosso primeiro CD em meio à “explosão” do mesmo. Na época, ficamos pensando:

    “O que faremos?” Prensamos mil cópias, vendemos, e depois disponibilizamos pra download gratuito.

    Mas porque isso? Pôxa, na época do K7 como as pessoas faziam? Iam na casa do vizinho que tinha acabado de comprar o último disco (é, vinilzão) do seu artista preferido e copiavam!!! Ficavam esperando a música do seu artista preferido tocar no rádio e…gravavam!!!

    Do que adiantaria pra nós “endurecer” na questão do CD, não disponibilizar o mp3 online? FATALMENTE alguém que comprou o nosso CD faria isso!!!

    Há alguns dias completamos 4000 downloads de nossas músicas disponibilizadas em Agosto de 2009, e, na tentativa de mobilizar nossos amigos (fã?…O que é fã? O lance agora é amigo!!!) para conseguirmos gravar novas músicas, pedimos que eles comprassem ao menos uma faixa a 0,99 centavos.

    Músico, Luana, está vivendo(?) sim, de shows. Essa é a verdade!!! Nos shows ele pode levar um CDzinho, com um tratamento grafico legal, autografar (personalizar) esse CD, e vender, com cuidado no preço.

    E bandas independentes como a minha, que circulam pouco, devido a fatores que não são pertinentes a esse post, tem que tentar conseguir alguma notoriedade disponibilizando seu som gratuitamente.

    Não disponibilizar, disponibilizar trechos pra audição…qualquer atitude nesse tipo eu vejo como antipática hoje em dia.

    Ah, mas tem o Direito Autoral, né? Eu também sou compositor!!! Cadê minha $$$? Enquanto tivermos leis antigas, e Ecads e afins baseados nessas leis, eu prefiro seguir assim, liberando pra download “na faixa”. Se eu obrigar a alguém a pagar o ECAD vou receber???

  • Luana Schabib, 30 de abril de 2010 @ 6:57 Reply

    Cristian, legal a sua declaração. eu conheço isso tudo por causa de amigos músicos e jornalistas que vivem neste meio e vivem de shows e disponibilizando músicas pela internet. Não há como barrar o fluxo da informação, do compartilhamento, nem no tempo da fita, nem no do cd. Não há como censurar a internet. enfim. o download é complementar nessa nova relação dos artistas e seus fãs, ou amigos (hehe).

  • gil lopes, 30 de abril de 2010 @ 11:12 Reply

    Precisamos saber o que os amigos Christian fizeram…mandaram o $$ pra ele gravar mais?

  • Christian, 8 de maio de 2010 @ 21:36 Reply

    Pois é, amigo Gil. Infelizmante até o momento vendemos apenas 61 faixas… As pessoas ainda não estão habituadas…

  • gil lopes, 9 de maio de 2010 @ 17:09 Reply

    é assim Christian, a falácia da Internet…é pura conversa, é cantoria no chuveiro, na verdade ninguém vê, todo mundo pode ver e…ninguém vê. É como a libertação dos escravos, piora a vida do escravo. Sem fazer o serviço que prepara para isso, é pior. Precisamos acordar para a Nova Cultura e monetizar a circulação, aí sim, aí a roda da fortuna começa a girar e sem ela, infelizemente, é o nada…lamentável…

  • Christian, 10 de maio de 2010 @ 13:36 Reply

    É, amigo Gil, mas a realidade brasileira é outra.

    sss://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/musica/como+se+ouve+musica+hoje/n1237590081672.html

  • gil lopes, 10 de maio de 2010 @ 15:45 Reply

    A realidade é outra como Christian? Se a gente se comporta como crentes em Papai Noel, achando que o desenvolvimento tecnológico é a panacéia para nossos problemas econômicos porque sim, estamos fritos, isso sim. O sentido é a monetização do ambiente, e a gente quer insistir em andar contra a corrente, ainda estamos nessa veja vc, desobediência civil e outras baboseiras. Aqui se baixa e rouba direto e ainda depois querem acusar os políticos de corruptos, invadem e pilham a propriedade alheia e acham que para o bem da informação…francamente.
    A;i vem uns garotos bons, gente fina e acha que vai virar o jogo na moral…vai colocar e o pessoal vai vir e comprar…se fosse fácil…
    A realidade aqui será a que projetarmos, por enquanto estamos na lona.

  • Christian, 11 de maio de 2010 @ 17:41 Reply

    Sim, você falou de um desejo, eu mostrei no link uma realidade, de agora…

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