No contexto da globalização, as cidades são cada vez mais complexas e a cultura assume um papel fundamental na criação de valores democráticos e de convivência. A cidade é o locus privilegiado onde as políticas públicas podem fomentar a diversidade e a pluralidade, uma vez que possibilitam a convivência das mais diversas formas de expressão.
A Agenda 21 da Cultura sugere a adoção de políticas públicas orientadas para a participação ativa dos cidadãos em projetos culturais e de uma perspectiva cultural em todos os projetos da cidade. Pensando no papel fundamental da cultura na construção diária da cidade, as políticas culturais podem ser vistas como projeto de cidade, o que só pode ser efetivado pela gestão cultural na e para a cidade.
É importante que a gestão cultural na e para a cidade parta da idéia de que os cidadãos são criadores de sua própria cultura, não apenas espectadores, o que implica em atuar com a cultura no plano do cotidiano, no âmbito da proximidade. Diante de tal perspectiva, torna-se necessário adotar novas formas de gestão e rever o papel da sociedade civil, que precisa engajar-se de forma orgânica no processo. Além de criar espaços para a produção e a fruição cultural, é fundamental garantir a participação dos cidadãos na definição, na execução e na avaliação das políticas culturais.
Baixe artigo completo em PDF: gestaoculturalnaeparaacidade