Embora a empresa americana não tenha obtido sucesso com seu projeto de digitalização das obras da Biblioteca Nacional (BN), o “Google Books Search” resolveu investir agora no mercado editorial.
Segundo o diretor de desenvolvimento da empresa, Rodrigo Velloso, há um ano e meio a empresa já havia fechado 15 parcerias no país. Hoje, os acordos envolvem mais de 100 editoras, entre elas nomes como Record, Loyola e Artmed.
Na parceria com a Google, a editora libera 100% do conteúdo dos livros em formato digital, porém liberam apenas parte deste conteúdo na internet. O contrato prevê um mínimo de 20% da obra, mas a editora pode aumentar esse percentual, se preferir.
Para Rodrigo, essa parceria tem a função de ajudar o internauta a descobrir livros, saber onde comprá-los ou pegá-los emprestados. “Hoje, temos mais de 1 milhão de títulos digitalizados em todo o mundo”, comentou Velloso em entrevista cedido ao jornal Valor Econômico. “No Brasil já são mais de 20 mil títulos”, completou.
O próximo passo será a busca de parcerias com as grandes redes de livrarias. Há dois meses, a companhia fechou um acordo com a Livraria Cultura para oferecer uma versão personalizada de seu Google Books Search. Ao acessar o site da livraria em busca de um livro, o usuário poderá ler trechos daquela obra. “Isso será possível, é claro, se o livro pertencer a alguma editora que é já nossa parceira”, explicou Velloso.
Segundo os dados mais recentes da Câmara Brasileira do Livro (CBL), o volume de livros vendidos em 2007 foi de cerca de 329 milhões de exemplares, um aumento de 6,06% em relação ao ano anterior. O mercado editorial brasileiro registrou um faturamento de R$ 3,013 bilhões no ano passado, com crescimento de 4,62%. O governo permanece como o maior comprador, com investimentos de R$ 726,8 milhões, cerca de 24% do total de vendas do setor.