Foto: Ferrari
Em entrevista realizada durante o 10° Fórum Internacional Software Livre (Fisl 10), evento que será realizado até este sábado, dia 27, em Porto Alegre, o cofundador do Pirate Bay, Peter Sunde, defendeu a liberdade na internet, opinando que com ações como a criação de leis para vigiar e cortar o acesso de quem faz download, a indústria de música e de cinema pretendem manter um modelo de negócio que não faz mais sentido nos dias de hoje.

“Não adianta, as pessoas não vão parar de baixar. Querer ser contra este fato é como querer ilegalizar a cor azul. Por mais que se apague, sempre vai haver algo azul em algum lugar”, afirmou o sueco. “As gravadoras não querem achar um novo modelo de negócios. Eles não querem trabalhar com a gente [Pirate Bay], com ninguém. Se não acharem alternativas, elas vão simplesmente desaparecer”, completou.

Peter declarou ainda que apenas artistas que não produzem há algum tempo se mostram contrários ao compartilhamento de arquivos na internet. “Prince e Village People tentaram processar a gente. Nenhum deles está fazendo música desde os anos 1980. Mas eles se incomodam por não venderem coletâneas de melhores sucessos. No entanto, sem a internet, os novos músicos não seriam nada.”

“Se uma obra tem licenças, então ela tem restrições. Sou contra qualquer tipo de restrição. Todo mundo deveria ter o direito de baixar o quanto e o que quiser, seja para qualquer finalidade, comercial ou não. O público já decidiu que não deseja pagar nada pelo conteúdo”, completou o co-fundador do TPB.

Em abril, quatro responsáveis pelo Pirate Bay foram considerados culpados por promover a infração dos direitos autorais, em razão de manter o site de troca de arquivos. A sentença foi estipulada em um ano de prisão, mais pagamento de uma multa de US$ 3,56 milhões para a indústria do entretenimento.

Fundado em 2003, o Pirate Bay permite a troca de arquivos de música, filme e jogos de computador usando a tecnologia de torrents. Nenhum dos materiais é encontrado nos servidores do site. O Pirate Bay afirma ter 22 milhões de usuários no mundo.

10° Fórum Internacional Software Livre (Fisl 10)

Até o dia 27 de junho, está sendo realizado a 10ª edição do Fórum Internacional de Software Livre (fisl), evento que conta com mais de 300 atividades em sua grade de programação, mostrando os usos do software livre nas áreas de segurança, educação, economia, política, cultura e tecnologia.

Além de trazer criadores e debatedores de destaque internacional na área do software livre, o evento também oferece sessões práticas para desenvolvedores, onde o participante tem a oportunidade de aprender na prática, em seu próprio notebook, tudo que é apresentado na atividade.

Todo o ambiente do evento conta com uma cobertura wi-fi, garantida por dois rádios de alta performance da companhia, permitindo assim uma conexão segura e veloz para as 8.000 pessoas que devem passar pelo evento até o ultimo dia de realização.

Essa conexão garante a transmissão oficial do evento. A TV Software Livre transmite ao vivo todas as atividades do fórum em nove canais, e a Rádio Software Livre,  presenta notícias, entrevistas e uma programação musical. O acesso é feito pelo site oficial.

Ainda é possível se inscrever durante o evento. As vagas, no entanto, são limitadas. O valor da inscrição nas modalidades individual/empresa é de R$ 163; estudantes e caravanas pagam R$ 81; e órgãos governamentais R$ 203. Para mais informações, acesse s://fisl.softwarelivre.org/


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Jornalista e sócia da empresa CT Comunicações.

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