Na última sexta-feira (9/12), entusiastas das redes sociais de diversas áreas reuniram-se em São Paulo para discutir o futuro das plataformas do gênero e o aumento da relevância do relacionamento entre marcas e clientes neste ambiente. O “Curtindo o Facebook” aconteceu um ano após o “Compartilhando o Facebook”, primeira edição do encontro focado na maior e mais influente das redes sociais – segundo número divulgados pela empresa, são mais de 1 bilhão de usuários que geram diariamente 2,7 bilhões de likes e 500 terabytes de dados.
“As mudanças empreendidas pelo Facebook primeiro são rejeitadas para algum tempo depois serem assimiladas”, sintetizou o editor da Veja, Rafael Sbarai, fazendo referência a todos os recursos e transformações pelos quais o site passou desde a última edição do evento, em 2011.
Mas a maior mudança constatada foi o foco das empresas, que passaram a avaliar a interação com o público de maneira qualitativa. “Paramos de olhar número de fãs e passamos a olhar o engajamento”, declarou Luiz Carlos de Lima, da Magazine Luiza, dando o tom do que se ouviu durante todo o evento.
Um dos casos de sucesso apresentados foi o reposicionamento de uma marca de cerveja no mercado, que reforçou a importância de conquistar uma base sólida de usuários a partir do conteúdo, mais do que alcançar um número maior de pessoas. Chiara Martin, responsável pela campanha, ressaltou a importância de aproximar o discurso da marca à realidade do cliente, por meio da aproximação das experiências online e offline. “As pessoas não separam os dois ambientes. O que acontece na rede tem que ser uma extensão da vida dos clientes”, defendeu.
A marca apostou no direcionamento do diálogo. Em parceria com o site Papo de Homem, cinco jornalistas de cada região do país foram designados a produzir conteúdo especial. “Desde o início tínhamos em mente que o Facebook iria ser o espaço para reformar a marca”, completou Chiara.
Prestes a abrir um escritório no Brasil, o SocialBakers, empresa que monitora audiência e interação com as marcas em redes sociais, também participou do evento. Jan Rezab, CEO da companhia, falou sobre as especificidades do país – o alto número de upload de fotos, por exemplo – e traçou um panorama da presença das empresas no Facebook.
“O que funciona no Brasil, não funciona em outros lugares. Vocês deviam tirar proveito disso”, aconselhou. Ele apontou que grande parte das 10 maiores empresas brasileiras na rede social não se relacionam com o cliente, desabilitando a possibilidade do usuário escrever em seu mural. “Por que entrar nas redes sociais se você não vai se relacionar?”, questionou.
Como o engajamento foi o principal tópico do evento, Rezab indicou que a melhor maneira de fazer com que as pessoas se relacionem com a marca é mesmo a produção de conteúdo, enquanto na imagem de sua apresentação, lia-se: “as oportunidades do Facebook no Brasil são reais e estão acontecendo agora!”.