Começou nesta terça-feira o 7º Congresso Ibero-americano de Editores, no Holiday Inn Parque Anhembi, em São Paulo, que tem como tema central o papel do livro e da leitura no desenvolvimento econômico e social dos países.

A diretora do CERLAC (Centro para o Fomento do Livro na América Latina e Caribe), Isadora de Norden, abriu o ciclo de palestras falando do crescimento do mercado editorial na América Latina, principalmente por conta da participação de empresas do México e da Colômbia nas exportações de livros. Entre os fatores que podem incrementar as exportações do setor, a diretora do CERLALC considerou fundamental o conceito de bibliodiversidade, ou seja, a diversificação de conteúdo por meio da participação de todos os segmentos do mercado editorial entre os países ibero-americanos.

A livre circulação do livro como trânsito de idéias também permitiria uma abertura de mercado, em uma relação comercial em duas vias, entre a Europa e países da América Latina. Isso implica uma maior participação das editoras no comércio internacional, saindo da atuação exclusivamente no mercado nacional.

Richard Uribe, sub-diretor do CERLALC, finalizou a palestra falando das tendências do mercado editorial, sobretudo, do crescimento acelerado do setor na América Latina, enquanto o mercado espanhol permanece mais estável. Uribe cita como exemplo a cidade de São Paulo, que hoje ocupa o primeiro lugar na produção editorial. O sub-diretor do CERLALC considera que a manutenção desse crescimento exige uma “tarefa titânica” que vise mudanças no comportamento do público leitor.


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