Em dólares, o faturamento do setor contabiliza essa perda considerável, mas em reais, houve crescimento de 3,6%; país manteve a 12ª posição no ranking mundialPor Sílvio Crespo
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23/10/2003

A indústria fonográfica no Brasil movimentou no ano passado US$ 388,9 milhões, se consideradas as vendas de CDs, cassetes e DVDs de música. Em 2001, o faturamento do setor havia sido de US$ 448,6 milhões, o que representa uma queda de 13,3% de um ano para outro. No entanto, em unidades vendidas, o mercado chegou a crescer 1,7%. E, se consideradas as vendas em reais, o crescimento foi de 3,6%.

Os dados foram divulgados na publicação anual da ABPD (Associação Brasileira dos Produtores de Discos) e incluem os números fornecidos pelas gravadoras associadas à entidade. Segundo a ABPD, as associadas representam de 85% a 90% do mercado musical brasileiro.

Os números considerados no ranking internacional são os valores em dólares. Apesar disso, o país manteve-se na 12ª posição, devido ao fraco desempenho dos 10 maiores mercados fonográficos, que caíram 7,2%. No mundo, a pirataria continua sendo apontada pela IFPI (sigla em ingês para Federação Internacional da Indústria Fonográfica) como a principal causa da retração. A concorrência com outros setores de entretenimento e a instabilidade econômica são os outros dois motivos da queda do mercado fonográfico.

Igrejas em alta
Internamente, a maior queda foi nos pontos tradicionais de venda: 20%. Nos últimos cinco anos, duas mil lojas de discos foram fechadas. Esse tipo de estabelecimento, a partir de 2002 deixou de ser majoritário no mercado, passando a representar 48% do total do comércio de áudio. Supermercados, lojas de departamento e livrarias também estão vendendo menos.

E o comércio pela internet se manteve praticamente estável, mas ainda não chega a 1% do mercado. Vale esclarecer que os dados da ABPD não incluem as vendas de música por faixa, por serviços como o iMusica, mas apenas a venda física de CDs por sites como Submarino. De acordo com a ABPD, o comércio legal por meio de download ainda não faz diferença no caixa das gravadoras.

O ponto de venda que mais cresceu, mas que ainda é muito pequeno, é o das igrejas, que hoje movimentam 10% do mercado. Segundo a ABPD, as músicas evangélicas estão entre as menos pirateadas.

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