O Instituto Pensarte e Cultura e Mercado promovem nesta quinta-feira, às 20h, debate sobre a função política da cultura. Na mesa o advogado Fabio Maciel e o diretor da Ancine e ex-secretário de políticas culturais do Ministério da Cultura Sérgio Sá Leitão. A mediação do debate ficará a cargo do advogado e fundador do Instituto, Fábio Cesnik. 

O debate será na sede do Instituto Pensarte, na Al. Nothman, 1029 – São Paulo, SP. Incrições gratuitas pelo e-mail: ip@pensarte.org.br. Vagas limitadas.


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1Comentário

  • Carlos Henrique Machado, 16 de setembro de 2008 @ 18:58 Reply

    Este tema POLÍTICA CULTURAL E CULTURA POLÍTICA, se observado com o mínimo de transparência, irá, sem dúvida, revelar que a política cultural do PT/PV é tão displicente quanto a do PSDB . O conjunto afinado que somam todas essas vozes de discursos distintos, obedecem à mesma cadência, à mesma harmonia. Num primeiro plano, as vozes soam de forma diferente, mas no conjunto, vemos que elas obdecem ao mesmo desenho que constrói um harmonioso desastre.

    A política PT/PV do atual governo, se esconde atrás do discurso democrático para dar seus conselhos corporativistas atendendo a revindicações absurdas em nome de uma genérica idéia de diversidade cultural, mas, no fundo, o que se vê são pequenas luxações e escoriações leves nas práticas dos seus antecessores, mas nada que mude a idéia centralizadora e elitista, pois, mesmo vestidos de calça jeans tênis e blaiser a la John Lennon, a superioridade, o ar aristocrático de descobridores do tesouro perdido, dé a idéia de singular em algo que, na realidade é, por natureza, plural.

    Redundante e vacilante, a política pleonásmica do PT/PV, como espantalho vivo, onde o aparelho do Estado se faz de gentil e passivo com as manifestações, mas mantem-se lá no milharal para dizer quem manda nesta………

    O PSDB tinha aquele ar típico dos coronéis das fazendonas e seus latifúndios, com um discurso de salão no balanço do gelo que amacia o forte gosto do 12 anos, cachimbos e cachecóis xadrezes para o jogo do mesmo, os lords caiçaras que adoram a primeira leva de aguardente com pouco fermento e servem ao colono e à caboclada, a pinga cospe-fogo. Passou essa tradição de desfilar em revista para a tropa com ar de doutor “sabe-tudo” mesmo com o discurso underground.

    O que quero dizer é que o PT./PV./MINC, está com uma batata quente nas mãos e não tem a mínima idéia de como vai fazer limonada do seu próprio limão discursivo e. por esta razão, o bate-cabeças não para.

    Continuamos a cair no campo sagrado dos deuses e a culpa é nossa, pois a toda hora elegemos um Cabral para redescobrir o Brasil. Gil, na verdade caiu do céu entre um discurso e outro, entre uma frase de efeito e outra, reinventou um tropilalismo pouco explicado e talvez o espelho deste conceito seja mesmo o MINC de Gil/Juca. Acredito que era mesmo para ninguém, nem mesmo os mortais entenderem, coisa da santíssima trindade. Por esta razão, Gil era também a cara da política do PT, ou seja, nenhuma. O PT assumiu ,na prática, o “deixa vida me levar” e muita gente ainda reclamou que o Presidente ou sei lá quem, deveria se envolver mais com o orçamento do MinC. Que orçamento? Pra quê exatamente? Para fomentar o quê? Ninguém sabe agora pra onde correr no final dos trilhos de um trem desgovernado. Faltou ao PT/PV prudência discursiva. Trataram tudo com total desrespeito em nome do respeito. Alhos, bugalhos e baralhos, num jogo ilusório, fingindo não ser deles mesmos o termômetro de suas alucinações “transgressoras”. Olharam demais para o umbigo do narciso, se auto-referenciando sem um mínimo sentido de um discreto tonto. Bêbados gritaram uma panfletária antropofágica irmanada com um tropicalismo comercial, e quando cobrados se julgavam os mártires do anarquismo libertário, tudo espuma. O PSDB não fez nada em prol da cultura brasileira com sua conhecida elegância ouvindo e falando em Debussy. O PT/PV chamou a todos para um racha, uma pelada na chuva das liberdades, mas na hora “H”, bancaram os zés limpinhos, donos da bola, donos do time, cheios de titicas burocráticas e medrosas.

    Mas não culpo os partidos ou quem deles se valeu para dar seus pitacos na coisa pública cultural, culpo sim, a crença de que nós temos o que não podemos ter, o direito real da escolha. Tirar essa tatuagem, esse amuleto institucional que nos norteia é que é a grande questão.

    As políticas nada revolucionárias do PT/PV, irmã siamesa da politica cultural do PSDB nos revelou o tamanho do medo em abondonar os nossos fantasmagóricos dogmans.

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