A pedido do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa será o novo nome da pasta que Sérgio Sá Leitão ocupará a partir de dezembro. O órgão receberá R$ 57 milhões adicionais para o inédito fomento público ao setor criativo carioca, segundo informa o jornal Valor Econômico, que publicou entrevista exclusiva com Sá Leitão.
Na conversa, o novo secretário afirmou que vai diversificar o modelo de gestão, trabalhando o máximo possível com a iniciativa privada, permitindo concessões e permissão de uso para empresas, grupos culturais ou organizações sociais.
Ele também criticou o projeto que cria o Procultura no que diz respeito aos critérios de descentralização. “Essa noção de descentralização que se disseminou é discriminatória com quem realiza e com os polos culturais. Por que prejudicar quem está fazendo? É um absurdo. Em todos os países é natural que existam cidades onde a produção cultural tem peso maior. Corre-se o risco de prejudicar a produção nesses polos sem necessariamente criar substitutos. Há avanços no Procultura, mas, em geral, é um retrocesso. O papel do Estado é dinamizar e não determinar, centralizar, ordenar. Cultura é uma força viva da sociedade, não é algo que o Estado inventa.”
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*Com informações do site do jornal Valor Econômico