Com a previsão de construir 11 unidades no Estado de S. Paulo até 2014, o Serviço Social do Comércio (Sesc) terá um acréscimo de 42% de área construída e a freqüência de quase o dobro de comerciários, usuários, idosos e estudantes. O projeto estima que dos atuais 300 mil freqüentadores semanais, as unidades passem a receber cerca de 500 mil.

O projeto prevê ainda que, oito, dos 11 novos espaços, tenham teatros ou cine-teatros que vão atender no mínimo 200 pessoas por sessão. 

No dia 06 de dezembro, a organização inaugurou o Sesc de São José dos Campos e no próximo ano será instalada a unidade provisória de Osasco, cuja estrutura definitiva deve ser entregue entre 2010 e 2014.

Outras sedes como Avenida Paulista, onde atualmente funciona de modo provisório, Belenzinho, que deve se tornar a maior do Estado, com 36.700 m² de área construída, Santo Amaro e Bom Retiro também tem previsão de inauguração até 2010. Além dessas, mais uma unidade será construída: 24 de Maio, totalizando cinco novos espaços só na capital. Completam a lista os Sescs de Jundiaí, Sorocaba, Birigüi, Guarulhos e os já citados de São José dos Campos e Osasco.

A sede administrativa do Serviço Social do Comércio continua no Belenzinho, para onde se transferiu desde que a unidade da Avenida Paulista mudou o seu perfil de organizacional para cultural e passou a oferecer disputada programação de dança, teatro e música, essencialmente, desde 2006.

“A decisão de transferir a sede regional do Sesc reuniu vários elementos. Primeiramente, pretendíamos ter uma sede fora do bochicho da Avenida Paulista, local de fácil acesso à clientela. Além disso, lá também não tínhamos muita possibilidade de expansão”, declarou o diretor regional do Sesc São Paulo, Danilo Santos de Miranda em matéria publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo. “Por outro lado, a zona leste tem uma história de pouco investimento na área cultural. Com o Sesc Belenzinho, haverá ainda mais valorização do entorno e, conseqüentemente, uma qualificação do espaço urbano. Existe perspectiva, até mesmo, de um complexo viário que facilite ainda mais o acesso um tanto servido pelo metrô”, completou ele.

Se muitos lamentam a reforma geral do Sesc Belenzinho, destruindo totalmente os resquícios da fábrica de tecidos Moinho Santista, onde até 2006 ainda eram mantidas placas de alerta aos antigos funcionários, como “é expressamente proibido correr dentro da fábrica”, Danilo analisa a transformação como necessária e utilitária. “Se você pode modificar o espaço e torná-lo ainda mais adequado a sua finalidade, espaço que não tinha grande apelo de ordem arquitetural e histórica, então não tinha porque mantê-lo. Tínhamos de atender às exigências de segurança, higiene, espaço, etc., e incorporar tanta tecnologia que, no fundo, era melhor refazer”, declarou na mesma matéria.

O orçamento anual do Sesc São Paulo é de R$ 400 milhões, valor de manutenção que deverá ser mantido mesmo com todas as reformas, afirma Danilo. “Desse valor, a previsão é usarmos em torno de R$ 100 milhões para investimento. O custo completo das 10 unidades definitivas, em seis anos, vai alcançar o número de R$ 600 milhões”.

* Com informações do jornal O Estado de São Paulo – Livia Deodato


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1Comentário

  • Gustavo Ciríaco, 16 de dezembro de 2008 @ 8:10 Reply

    Como artista eu vejo com bons olhos a perspectiva de mais unidades do SESC SP, o qual tendo à frente um homem de visão como Danilo Miranda , o qual historicamente transformou o SESC, criou um referencial de qualidade no tratamento e investimento em cultura e arte para o resto do Brasil. Mas utilizando os meus olhos para enxergar um pouco mais, eu gostaria de dizer que o SESC Avenida Paulista, do modo em como se encontra, em seu estágio provisório, está exemplar. Justamente essa unidade não precisaria ser modificada assim de modo permanente, mas sim sempre temporariamente pelas propostas artísticas que passarem por lá. Acredito ser nessa provisoriedade justamente o caráter contemporâneo a ser buscado em uma instituição de fomento à arte em sintonia com os novos tempos, não os que são impostos a todos nós, mas aqueles que podemos estabelecer com o nosso poder de ficção e transformação.

    Gustavo Ciríaco
    Coreógrafo – Rio de Janeiro

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