O Ministério da Justiça e a Ancine se aliaram para combater a pirataria no setor audiovisual brasileiro, por meio de um convênio assinado, no último dia 8, em uma cerimônia com presença de representantes de todos os setores do mercado audiovisual, entre distribuidores, exibidores e produtores, além de membros do Ministério da Justiça.
A mesa formada para a cerimônia contou com as presenças do secretário executivo do Ministério da Justiça e presidente do Conselho Nacional de Combate à Pirataria, Luiz Paulo Teles Ferreira Barreto; do presidente da Associação das Empresas Exibidores Cinematográficas (Abracine) e diretor do grupo Severiano Ribeiro, Luís Severiano Ribeiro Neto; do representante da União Brasileira de Vídeo (UBV) e diretor-geral da Sony Wilson Cabral; além dos Diretores da Ancine Nilson Rodrigues, Mário Diamante e Sérgio Sá Leitão.
Os presentes foram unânimes sobre a insuficiência do combate às falsificações e da necessidade de se investir na economia, produzindo produtos mais acessíveis. Além disso, apontaram a necessidade de uma maior conscientização e envolvimento da sociedade como um todo, principalmente por meio de amplas campanhas publicitárias com impacto na realidade do consumidor, envolvendo artistas, empresas do mercado audiovisual.
“Conseguimos um aumento significativo na apreensão de dvd´s piratas nos últimos dois anos, mas ainda é insuficiente. Precisamos ir além, criar novas políticas. Por isso a importância do convênio, que dá possibilidade à Ancine de, a partir de ações conjuntas, nos ajudar a mapear os problemas e encontrar as possíveis soluções, atuando em conjunto com os órgãos responsáveis pela fiscalização e apreensão de mercadorias ilegais”, disse Luiz Paulo Barreto.
Sérgio Sá Leitão revelou que a Agência disponibilizará uma verba orçamentária para, em conjunto com as demais entidades, implementar uma campanha de informação e mobilização do crime contra a pirataria. “Temos que atingir todos os elos da cadeia do setor. Precisamos discutir também outros fatores, como as indústrias que produzem hardware, cd´s e dvd´s virgens, que acabam indiretamente se beneficiando com a pirataria, por exemplo”, afirmou Sérgio, que na parte da tarde participou, junto com servidores da Ancine, da primeira reunião do novo grupo de trabalho com membros da UBV.
O Diretor-Presidente substituto da Ancine, Nilson Rodrigues, reforçou o comprometimento da Agência no combate à pirataria. “É fundamental que consigamos conscientizar as pessoas de que a pirataria não pode ser vista como algo natural. É um crime, danoso a toda economia do audiovisual. As perdas da indústria audiovisual brasileira chegam a quase 200 milhões de dólares”, afirmou, lembrando ainda que a Agência criou recentemente uma área específica para cuidar do tema, o Núcleo de Apoio de Combate à Pirataria.
“Fico muito esperançoso com essa união de forças da Ancine e do Ministério da Justiça.”, disse Luis Severiano Ribeiro Neto. Já Wilson Cabral destacou os problemas gerados pela pirataria. “Precisamos trabalhar em conjunto, para minimizar o problema. As videolocadoras estão arcando com um prejuízo enorme, muitas fecharam as portas. Isso sem contar os empregos que deixam de ser gerados”, alertou.
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